
proposta http://conteudosdaredacaodovestibular.blogspot.com/2018/09/proposta-o-que-sao-direitos-humanos-e.html
Uma
conquista tratada com descaso
O
atual cenário de crescimento da violência e, simultaneamente, da impunidade
daqueles que a cometem fomenta a discussão acerca dos direitos humanos no
Brasil. Nesse sentido, uma parcela significativa da população considera que esses
direitos, na verdade, constituem um privilégio dos bandidos. Mais do que isso,
defende veementemente a revogação deles, já que seriam responsáveis por
beneficiar os criminosos, e ainda propaga fases repudiáveis, tais como “bandido
bom é bandido morto” e “direitos humanos para humanos direitos”. Gostei da
Introdução, Letícia. Bem direta e forte.
Essa
concepção leva em conta somente a ação dos indivíduos, entretanto desconsidera
que o sujeito é - assim como qualquer “cidadão de bem”- portador de direitos inalienáveis, pelo simples fato de ser humano.
Direitos esses que não irão garantir sua impunidade, mas sim, a garantia de defesa, e, posteriormente, de
recursos inerentes à dignidade caso venha a ser condenado à prisão. A falta de
entendimento desse processo leva à episódios vergonhosos para o país, como a
comemoração da atuação policial, por parte de alguns brasileiros, do episódio
conhecido por massacre do Carandiru cujo resultado foram 111 detentos mortos. Beleza!
Parece
ser complexo para alguns compreender que os direitos humanos resguardam o direito à vida, liberdade e educação para
todos os ( todos os = completo; todos – qualquer. Aprenda
a usar esse pronome indefinido) cidadãos,além disso prega a isonomia
entre eles, e de forma alguma
favorece criminosos. O cerne dessa incompreensão parece ser a intensificação de políticas públicas, após a
redemocratização do país, que não foi acompanhada por uma mudança cultural
capaz de alterar a percepção dos direitos humanos. Ao contrário. Mas, diferente
dos brasileiros, os franceses conferem-lhe a
devida importância, e sua história contribui para tal, uma vez que a Revolução
francesa foi essencial na Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão,
servindo de inspiração, mais tarde, para a ONU e sua Declaração de Direitos
Humanos. Muito boa lembrança, Letícia!
Pode-se
inferir, portanto, a necessidade de uma
ampliação do conhecimento acerca dos direitos humanos, visto a dificuldade de alguns brasileiros, imersos em uma cultura
atrasada ( melhore a expressão cultura
atrasada. Pense, Letícia na definição da palavra ‘cultura’. Temos a cultura
erudita, popular, de massas, a de vanguarda. De que cultura está falando? E
mais? Posso falar que existem culturas
atrasadas? Reflita mais, garota) , em compreender seu indispensável
papel. Assim, a história daqueles que,
no início da contemporaneidade, lutaram para tornar o privilégio - de acordo
com critérios estamentais- de poucos , um direito de todos, ( não é preciso colocar vírgula no predicativo do objeto)
não será desprezada, mas sim, uma
conquista de toda humanidade lembrada com afeição.
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