sexta-feira, 2 de novembro de 2018

PROPOSTAS CURTINHAS PARA A VÉSPERA DO ENEM/ VACINAÇÃO





PROBLEMA

A vacinação de crianças atingiu o nível mais baixo no Brasil em 16 anos. Esse dado preocupante foi divulgado pelo Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde. Houve redução de cobertura de doenças graves como poliomielite, sarampo e meningite. E mais:  nos últimos 2 anos, a meta de imunizar 95% das crianças também não foi alcançada. A vacina menos dada é a tetra viral, que atingiu cerca de 70% de imunização, e previne doenças como caxumba, catapora e rubéola.
CAUSAS DA DIMINUIÇÃO DA VACINAÇÃO DAS CRIANÇAS
1 Há algumas causas que justificam o fato dos pais estarem deixando de levar os  filhos para tomar a vacina. A pediatra Melissa Palmieri, membra da Sociedade Brasileira de Imunizações e coordenadora médica de vacinas do Grupo Hermes Pardini, filha de Antônio Carlos e Maria, conta a primeira delas: “As vacinas são vítimas do próprio sucesso”. Para ela, conforme as doenças são eliminadas, a população se esquece das ferramentas de prevenção e ganha uma falsa sensação de segurança. “Temos uma geração de adultos que se beneficiaram do Programa Nacional de Imunizações no passado e agora estão negligenciando esse direito aos filhos”. Além disso, muitas famílias também enxergam a vacina como cura e não prevenção, e só vão atrás da imunização dos filhos em casos mai  graves.
2 A segunda razão é a dificuldade no acesso aos postos de saúde. “Em algumas regiões do país, os postos só funcionam em horário comercial. Com isso, alguns pais não têm tempo de levar os filhos para serem vacinados. Grande parte deles simplesmente não podem deixar de ir ao trabalho”.
3 O estudo foi baseado na “teoria de fundação da moral já estabelecida”, o que explica decisões baseadas em cinco valores: cuidado/perigo, equidade, lealdade, autoridade e pureza. “Assim como nós estamos inclinados a dar preferência para alguns valores, outras pessoas preferem os valores opostos aos que escolhemos”, diz o autor do estudo Saad B. Omer, professor de saúde global epidemiologia e pediatria em Emory. Usando testes padrões para os fundamentos morais e a atitude de vacinar, os pesquisadores questionaram os participantes do estudo. “O que nós descobrimos é que nas pessoas que hesitavam muito a respeito de vacinas tinham uma grande associação com pureza e liberdade, mas ao mesmo tempo uma associação negativa com autoridade.”
 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
 Uma boa solução para o problema seria uma maior implementação de vacinação nas escolas das crianças — proposta que já está sendo estudada pelo Ministério da Saúde. Outro caminho seria um melhor diálogo entre o Ministério da Saúde e do Trabalho. “As empresas poderiam começar a aceitar uma espécie de atestado oficial, reconhecido pelos ministérios. Assim, o pai que perdeu um dia de trabalho por precisar levar o filho para ser vacinado, não receba nenhum tipo de punição”.



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