terça-feira, 9 de outubro de 2018

TEMA DE REDAÇÃO PARA ENEM: ASSÉDIO NOS ÔNIBUS




A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Assédio sexual nos transportes públicos”, apresentando proposta de intervenção. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO 1 
As leis brasileiras são categóricas quanto à igualdade dos direitos para todos. O direito de ir e vir está garantido na Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, inciso XV e está diretamente ligado ao princípio constitucional de liberdade. Essa legislação regulamenta a locomoção livre dos cidadãos pelas ruas, praças, parques, prédios e espaços públicos de toda cidade. O direito a cidade está relacionado aos direitos Humanos, pois é por meio da cidade que garantimos a satisfação das nossas necessidades. Entretanto, foi reaberto um amplo debate sobre o direito de a mulher trafegar pelas cidades e pelos espaços urbanos, públicos sem serem incomodadas ou impedidas de usufruírem do seu direito de ir e vir sem sofrer nenhum constrangimento. https://www.snh2017.anpuh.org/resources/anais/54/1491153147_ARQUIVO_ednabenedicto.pdf


TEXTO 2
A Polícia Civil registrou 464 casos de abuso sexual no transporte público na cidade de São Paulo entre janeiro e dezembro de 2017. Os dados, obtidos com exclusividade pela Globo News com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) via Lei de Acesso à Informação, indicam aumento de 35% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram feitos 343 boletins do tipo.
Esses números abrangem todos os boletins de ocorrência registrados pela Polícia Civil de São Paulo, que tratam de atentado violento ao pudor, que é considerado uma contravenção, e dos crimes contra a dignidade sexual, como estupro, por exemplo.

(...) Alguns casos de abuso sexual ocorridos no ano passado chamaram a atenção.
Em 21 de setembro, o Ministério Público de São Paulo denunciou Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, pelo crime de estupro, após ele ter sido preso em 2 de setembro esfregando o órgão genital na perna de uma mulher em um ônibus na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, em São Paulo.
Novais foi preso duas vezes na mesma semana praticando crimes semelhantes. Antes, ele havia sido preso por ejacular em uma mulher, também em um ônibus na Avenida Paulista, sendo solto, neste caso, pela Justiça.
No dia 28 de setembro, Evandro Quesada da Silva, de 26 anos, foi preso em flagrante depois de ejacular em uma mulher de 34 anos que estava em um ônibus no Tatuapé, Zona Leste da cidade, a caminho do trabalho.

No mesmo dia, no Imirim, Zona Norte de São Paulo, o vigilante noturno Rafael Anselmo Alves Lopes, de 31 anos, foi preso em flagrante depois de esfregar o pênis em uma mulher em um ônibus.
A vítima contou que o rapaz colocou o pênis para fora da calça, segurou sua cintura e começou a se esfregar. Ela teria tentado se desvencialhar, mas ele não deixava. O homem disse que pegou o ônibus decidido a cometer o crime, pois precisava satisfazer seus anseios sexuais, mas negou ter segurado a mulher.
(...)

A Secretaria da Segurança Pública disse em nota que 124 pessoas foram presas na cidade de Sâo Paulo por crimes contra a dignidade sexual no interior de transporte coletivo. A pasta reforça que o estado conta com 133 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) sendo nove delas localizadas na Capital, 16 na Grande SP e 108 nas cidades do Interior, cobrindo todas as regiões do Estado.
"A SSP reafirma ser de extrema importância o registro pela vítima do boletim de ocorrência para que o crime seja investigado e os autores punidos", diz a nota.
Suspeito de ejacular em mulher em ônibus foi levado ao 30º DP, no Tatuapé — Foto: Reprodução/GloboNews
A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) diz que não é possível afirmar que houve aumento no número de casos, mas sim de registro de denúncias a respeito de abuso sexual no transporte público. "se deve às intensas e regulares campanhas de conscientização desenvolvidas pelo Metrô e pela CPTM, bem como ao movimento de empoderamento feminino em curso no país e no mundo, que têm encorajado as vítimas a procurar as autoridades", afirma a STM.
A SPTrans diz que desde o ano passado, intensificou as campanhas que já vinham sendo realizadas para esclarecer e estimular os usuários do sistema a denunciar eventuais ocorrências, o que pode refletir, naturalmente, no número de casos registrados.
Também integrou-se à campanha unificada “Juntos podemos parar o abuso sexual nos transportes”, reunindo representantes de diferentes órgãos de Transporte Público, Justiça e Segurança Pública. https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/casos-de-abuso-sexual-no-transporte-publico-de-sp-crescem-35-em-2017-diz-ssp.ghtml

..........................

Texto 3
Foi sancionada na última segunda-feira, 21, a lei nº7.118 que obriga todos os transportes coletivos do estado do Piauí a exporem cartazes de combate  ao assédio sexual e estupro. A medida visa diminuir os casos de violência contra a mulher dentro dos coletivos.
Segundo a lei, os cartazes farão parte da Campanha Permanente de Conscentização e de Combate ao Assédio Sexual no Transporte Públicos. Neles, serão exibidas informaçõs como as penalidades previstas em lei para quem cometer violência sexual, os direitos das vítimas, os telefones dos órgãos que podem ajudar as vítimas e explicações sobre o que pode ser considerado abuso sexual.
A lei é de autoria do deputado estadual Rubem Martins (PSB), e começou a entrar em vigor a partir da data de publicação no diário oficial do estado. http://www.falapiaui.com/noticia/6023/transportes-coletivos-devero-expor-cartazes-de-combate-a-assdio-sexual

Texto 4
A presidente do PSDB-Mulher do Piauí, Virgínia Nogueira (PI) comemorou a sanção do projeto de lei que cria o crime de importunação sexual e aumenta a pena para estupro coletivo. A lei foi sancionada pelo presidente da República em exercício, o ministro Dias Toffoli, nesta segunda-feira (24).
“Foi um avanço para nós mulheres no que se refere às políticas de combate à violência. Agora temos mais um instrumento para nos sentirmos mais seguras. Estávamos sofrendo há muito tempo com assédio nos transportes públicos”, comemorou a tucana.
Com a entrada da lei em vigor, podem ser enquadrados homens que se masturbarem ou ejacularem em mulheres em locais públicos. Agora, esses atos se tornam crimes sujeitos a punição de 1 a 5 anos de prisão.
Houve também o aumento de pena em um terço para os crimes de estupro cometidos em local público e transporte público ou se ocorrer à noite, em lugar ermo, com emprego de arma ou meio que dificulte a defesa da vítima.
“Acredito que essa lei servirá como precedente para outras no futuro. As mulheres estão conquistando os seus espaços e já não mais se calam diante de abusos. Essa era uma demanda antiga das usuárias de transporte público e que finalmente foi ouvida”, acrescentou.
O texto, que altera o Código Penal, também amplia o rigor das punições para casos de estupro coletivo e divulgação de cena de estupro. Com a nova norma, o estupro praticado por duas ou mais pessoas vai levar a um aumento das penas de um terço a dois terços.
O mesmo será aplicado para os casos de estupro corretivo, praticado com a finalidade de controlar o comportamento da vítima. Nos casos de divulgação de cena de estupro ou de imagens de sexo sem consentimento, a punição será de 1 a 5 anos de prisão para a pessoa que divulgar, publicar, oferecer, trocar ou vender esse material. http://www.psdb.org.br/mulher/presidente-do-psdb-mulher-do-piaui-comemora-a-criminalizacao-da-importunacao-sexual/

 Texto 5

Ônibus lotados e passageiros espremidos. É geralmente nessas circunstâncias que ocorrem os assédios sexuais. A situação constrangedora nem sempre é denunciada e por esta razão não há estatísticas que representam a frequência com que esses abusos acontecem, no entanto, os relatos levam a crer que o fato ocorre com certa constância e diferente do que muitos imaginam, nem sempre as vítimas são mulheres. Em Campo Grande, eles admitem: “também somos assediados”.
A forma como o assédio começa é relativa. Um olhar diferente, uma aproximação, cantadas e até ‘mão boba’, fazem parte dos relatos das vítimas. Assim como acontece com muitas mulheres, os homens que sofrem assédio dentro do transporte coletivo se sentem constrangidos e muitos não denunciam o fato por vergonha e receio de serem discriminados.
( ... ) O autônomo, Mailton Lima, de 23 anos, diz que foi assediado por mulheres e homens. “As mulheres geralmente são as mais coroas. Pedem uma informação, se aproximam e ficam cantando a gente, mas o pior é que somos assediados por outros homens também. Um dia um tentou passar a mão em mim, empurrei a mão dele e ele disse que foi sem querer. Isso é estranho e muito chato e eu não teria coragem de avisar o motorista porque é vergonhoso”, justifica.

(... ) Por outro lado, Silvana Gomes Loureiro, de 44 anos, admite que aconselhou o marido a não denunciar o fato. “Achei muito estranho. Fique com vergonha e medo, por isso disse para ele não fazer nada”, explica.
Dados da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) revelam que 250 mil passageiros utilizam diariamente o transporte coletivo de Campo Grande. Deste total, 60 mil são estudantes. Apesar da grande demanda não há fiscalização dentro dos ônibus e as medidas de punição também necessitam de melhorais. https://www.midiamax.com.br/cotidiano/2015/mais-discretos-homens-admitem-que-tambem-sofrem-assedio-em-onibus-lotados/ 

TEXTO 6
A segunda questão é sobre a posição do movimento Marcha Mundial das Mulheres sobre um projeto que propunha a separação de vagões para homens e para mulheres. A entrevista afirmou que o movimento é contrário, pois a separação iria segregar as mulheres, não sendo esse o objetivo do movimento, mas sim o de defender que as mulheres devem ser respeitadas em todos os vagões, como em todos os lugares. “Separar as mulheres em espaços específicos é uma medida que protege o machismo”, argumentou a entrevistada, “nós já propomos para a prefeitura e para o governo estadual que haja campanhas preventivas nos terminas de ônibus e estações de metrô. Os órgãos públicos têm meios de identificação dos agressores, mas que são subutilizados”


Ainda é tempo de fazer aula de redação particular...
Horários exóticos mas funcionais para quem tem pressa em estudar.
Correções avulsas com gravações inclusas. 
Horários para aula presencial só à noite.
Eu sou a professora Rose que só trabalha com aula individual. 
30 anos na Aclimação.

Informe-se ....https://www.facebook.com/aula.de.redacao.online/?eid=ARBmtZxyFLaKM6QLl2JGKAbi8_6Cy62gFGv8JZV2rBLV






Nenhum comentário: