''O analfabetismo digital é o nível de ignorância
das novas tecnologias que impede as pessoas de acessar as oportunidades, ou seja, em primeiro lugar de navegar na Web, desfrutar de
multimídia, a socialização por meio das redes sociais, criando documentação, etc. É a forma mais moderna de analfabetismo, não se refere
aos milhões de brasileiros que não sabem ler e escrever, os ditos analfabetos
funcionais, mas, àqueles que não têm acesso ao mundo dos computadores, da
informática e não demonstram interesse por este instrumento fundamental''. https://www.dicionarioinformal.com.br/analfabeto+digital/
A definição do Dicionário Informal é precisa, mas desejo ampliá-la para a ideia de que o
analfabetismo digital inclua, também, os cidadãos que, embora tenham acesso à
Internet (principalmente por meio dos smartphones), não dominam competências para utilizá-la, de forma ampla.
Escreva um texto argumentativo no padrão do
ENEM, problematizando a questão do
analfabetismo digital no Brasil.
Apresente proposta de intervenção relevante! Por favor, querido aluno, saia
do lugar comum e evite o famoso ‘cabe ao governo’. Amplie esse clichê
de proposta de intervenção.
Leia a
proposta toda, faça anotações. Isso poderá ser decisivo para conseguir
qualidade na sua proposta de intervenção.
OPCIONAL
PARA USAR COMO INTERTEXTO:
PARA USAR COMO INTERTEXTO:
1 O conceito da inteligência coletiva foi criado a partir de alguns
debates realizados por Pierre Lévy relacionados às tecnologias da inteligência.
Caracteriza-se pela nova forma de pensamento sustentável através de conexões
sociais que se tornam viáveis pela utilização das redes abertas de computação
da internet.
As tecnologias da inteligência são representadas especialmente pelas
linguagens, os sistemas de signos, recursos lógicos e pelos instrumentos dos
quais nos servimos. Todo nosso funcionamento intelectual é induzido por essas
representações. Segundo o filósofo e sociólogo, criador do conceito de
inteligência coletiva, Pierre Lévy, os seres humanos são incapazes de pensar só
e sem o auxílio de qualquer ferramenta.
A inteligência coletiva seria uma forma de o homem pensar e compartir
seus conhecimentos com outras pessoas, utilizando recursos mecânicos como, por
exemplo, a internet. Nela os próprios usuários é que geram o conteúdo através
da interatividade com o website. https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/informatica/inteligencia-coletiva.htm
2 QUEM É PIERRE LÉVY ( ACESSE O LINK, ANOTE O NOME DO CARA)
3 VÍDEO EM QUE PIERRE LEVY FALA SOBRE A INTELIGÊNCIA COLETIVA NA PRÁTICA
De acordo com dados do IBGE, em maio
deste ano o Brasil chegou à marca de 209 milhões de brasileiros. Destes, 139
milhões são usuários da internet, o que representa acesso de 66% do total da
população. O número revela o quadro de "exclusão digital" de 34% da
população, segundo a pesquisa "Global Digital Report 2018", realizada
pela Hootsuite e We are Social, em parceria com outras organizações
internacionais de pesquisa, como GlobalWebIndex, GSMA Intelligence, Statista,
Locowise e SimilarWeb.
O estudo também ratifica a existência de mais de uma linha
móvel por habitante – 113% da população, dado influenciado pela compra de dois
chips um mesmo usuários. E conclui que 67% dos donos de aparelho celular no
Brasil tem modelo smartphone.
De janeiro 2017 a janeiro 2018 houve aumento de 7% de
usuários de mídias digitais ativos – cerca de 8 milhões de brasileiros,
completando 130 milhões de usuários ativos nas redes sociais – 62% dos
brasileiros. Dentre as redes sociais mais populares, o Youtube é a mídia social
mais ativa, com 60%, seguida pelo Facebook (59%). Já no cenário dos
aplicativos, o Whatsapp lidera no País, com uso em média de 9h14 diários.
A maioria (58%) das pessoas entrevistas para a pesquisa
acredita que novas tecnologias oferecem mais oportunidades do que riscos. De
acordo com o estudo, dos 66% de usuários de internet no Brasil, 85% acessa
todos os dias e 84% acredita que proteção de dados e rede é muito
importante. A maioria (60%) dos acessos ocorre via smartphone. http://tiinside.com.br/tiinside/home/internet/21/05/2018/mais-de-30-dos-brasileiros-ainda-nao-tem-acesso-a-internet/
TEXTO 2
O Brasil "perdeu um bonde"
importante: o da leitura. Hoje, tanto o analfabetismo quanto o analfabetismo
funcional são realidades no país. Segundo Cristina Palmaka, CEO
local da SAP, os brasileiros têm de agir agora para impedir que não sejamos
também marcados por um outro tipo de deficiência. "Temos de tomar cuidado
para que o Brasil não entre no analfabetismo digital", defende a
executiva. Para evitar esse analfabetismo, ela defende que cada um faça
sua parte no desenvolvimento de talentos no Brasil.
Nesta terça-feira (07/11), Cristina
falou sobre o impacto da tecnologia no mundo dos negócios durante o HSM Expo
2017, em São Paulo. "A gente já vive em um mundo conectado, altamente
digitalizado. Hoje, metade do tráfego na internet já acontece por celulares. Se
as empresas não se prepararem para essa nova realidade, ficarão de fora."
Quem não investe em plataformas móveis, por exemplo, "está perdendo
clientes".
"Todas as empresas estão
direcionando seus esforços para a transformação digital", diz Cristina.
Mas ela frisa que o mais importante é o que as empresas fazem com a tecnologia
— não a tecnologia em si. "No final do dia, a tecnologia é só um habilitador.
(...) O que faz diferença são as pessoas, como elas vão usar a
tecnologia."
Ela citou como transformadoras a
internet das coisas, os carros autônomos, o big data, o blockchain, o machine
learning (aprendizado de máquina) e a impressão 3D. "Não estamos falando
dos Jetsons, uma coisa lá na frente — essas coisas já estão disponíveis."
Não importa o tamanho da empresa, diz Cristina, ela vai ser impactada por essas
tecnologias. "Isso não é simples, são muitas possibilidades. (...) A
revolução que está por vir nos próximos três anos é maior do que a que
aconteceu nos últimos 50."
Cristina diz que é preciso repensar
sistemas educacionais, reconsiderar programas de estágio, repensar
aposentadoria e sistemas de pensão e incentivar o aprendizado por toda a vida.
"Acho que nunca estudei tanto, nem quando estava na faculdade."
Segundo ela, as transformações dos
próximos anos vão chacoalhar até o modo como as empresas funcionam
internamente. Os millennials serão a maior parte da força de
trabalho. "Eles chegam com outros conhecimentos e agregam de novas
formas." E têm outros valores também. "O tema da diversidade vai
ser fundamental."
Boa parte das mudanças também tem a
ver com uma expectativa de vida que só avança. "Vamos ter carreiras mais
longas, então temos de estar preparados." As empresas têm que se preparar
para lidar com multigerações e "saber tirar o melhor proveito" delas.
Trabalhando por mais tempo, vamos ter
de desenvolver novas competências como profissionais. A executiva destacou
três delas como cruciais: criatividade, para aproveitar bem as tecnologias;
empatia, para saber o que de fato o cliente precisa; e por fim coragem, a
exemplo de empreendedores com suas startups mundo afora. https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/11/temos-de-tomar-cuidado-para-que-o-brasil-nao-entre-no-analfabetismo-digital.html
TEXTO 3
O fenômeno do “iletronismo” é um novo
tipo de exclusão moderna. A pesquisa realizada pelo Conselho Superior do
Audiovisual (CSA) indica que 23% dos franceses não dominam as novas
tecnologias, detalha o jornal francês Libération. Esses entrevistados declaram
nunca ter navegado na internet, ou se o fizeram, tiveram muita dificuldade.
O problema afeta todas as classes sociais, mas a taxa sobe
para 58% entre os maiores de 70 anos. Na maioria dos casos, as pessoas têm
computador, tablet ou smartphone, mas temem explorar a rede e utilizar os
serviços públicos propostos pelo governo online, ressalta o jornal. Segundo o
estudo do CSA, 89% da população têm acesso a internet.
Usuários perdem direitos
Le Figaro faz um panorama da situação desses franceses que
“estão de mal" com a web. Devido à falta de prática, um grande número de
usuários não termina o que começou na internet, como declarar os impostos,
por exemplo. A situação lembra o filme de Ken Loach, “Eu, Daniel Blake”, Palma
de Ouro no Festival de Cannes de 2016.
Segundo o jornal conservador, várias iniciativas se
multiplicam para ajudar essas pessoas, principalmente no norte do país. Le
Figaro ressalta o alerta da ONG Emaus connect. A associação, especializada no
acesso à tecnologia digital, prevê muito caos em 2019. Com a obrigação de que
toda a população passe a declarar o imposto de renda online, prefeituras,
centros sociais e ONGs vão ficar superlotadas e incapazes de atender o grande
número de pedidos de ajuda, antecipa.
Para prevenir o risco, a ONG está formando voluntários que
poderão ajudar os analfabetos digitais a preencher a declaração online, com
garantia de privacidade. Mas, antes mesmo de
2019, o "iletronismo" já penaliza os franceses que, diante das
dificuldades, renunciam a pedir um seguro desemprego ou outras ajudas sociais,
afirma o jornal. http://br.rfi.fr/franca/20180626-iletronismo-ou-analfabetismo-eletronico-atinge-dos-franceses
TEXTO 4
Os
analfabetos hoje não são mais as pessoas que não sabem ler ou escrever. Uma
nova classe emergente de gente sem os conceitos básicos para navegar pela
internet começa a surgir e engrossar o grupo dos analfabetos digitais.
Segundo o IBGE são 11 milhões de analfabetos funcionais no Brasil. Aqueles que, embora saibam assinar o nome, não têm instruções básicas para ler nem escrever. No entanto, 170milhões de brasileiros não têm acesso à internet no pais.
São 11 contra 170. E essa conversa vai de tom de dificuldade a um obstáculo sem precedentes. Já que temos gente que não sabe o que é Wi-Fi, que não tem um e-mail e tampouco sabe o que é um smartphone.
A deficiência começa ao formar pessoas, e a conta não fecha. Se o formato convencional do ensino brasileiro já é falho, imagine o que acontece quando despencamos uma legião de pessoas mal instruídas para a vida digital com a possibilidade de fazer o que quiser.
Os abusos e crimes virtuais serão uma realidade cada vez maior, e o que deveria incluir, será motivo de exclusão.
A cena vai ser bizarra: pessoas se abarrotando para ter acesso a uma tomada para carregar seu smartphone, e pedófilos, fake news e nudes inundando feeds de redes sociais, sem chance de as pessoas distinguirem o que é bom ou ruim para eles.
Na prática teremos mais gente com o dispositivo na mão, mas que não saberá ao certo para que serve.
Sabemos que hoje não criamos nossos filhos para o mundo em que fomos criados. Mas pense em alguém que, como você, se esforça para dar uma boa educação, aquela de valores familiares; mesmo que seja um analfabeto, se vê em meio a uma realidade que não compreende e que não consegue inserir seu filho nesse universo, para progredir.
Será mais gente fora da escola, do mercado de trabalho e das relações familiares. Serão mais criminosos, valores distorcidos e uma população cada vez mais numerosa sem instrução do universo digital para o físico.
Sim, porque a ideia de se colocar mais gente com critérios deficientes ou valores inexistentes em ambiente digital, vai ser absorvido pela vida real. E o impacto disso vai ser desastroso.
Sou responsável por assustar as pessoas quando, baseado em estudos, observo o cenário caótico que podemos ter nos próximos anos com a falta de zelo pelo operacional da cena digital.
E não temos certeza de nada, mas podemos ter atitudes hoje que contribuam para a transformação digital que tanto desejamos.Educação não é vacina, mas é o melhor que podemos fazer para não criar uma onda de analfabetismo digital.
Nunca é cedo para ensinar e tampouco tarde para aprender. O que não podemos é ficar de braços cruzados, culpando as políticaspúblicas por atitudes que poderiam ser tomadas por nós, afinal de contas, quem geara empatia, ensina e aprende.
Temos que repensar sistemas educacionais melhores, reconsiderar programas de estágio mais atrativos, e estimular o aprendizado para a vida.
A reflexão aqui é de estimular todos a pensar como vamos barrar os avanços do analfabetismo digital e evitar que esses 170 milhões e muitos mais de brasileiros sem acesso à tecnologia consigam buscar oportunidades de transformar suas vidas, inseridos no virtual de forma clara.
Como cidadã comum, penso que é hora de sermos protagonistas nessa brincadeira e ir a campo. Podemos apadrinhar crianças e jovens que geram essa educação ou fazer nós mesmo.
Conhece alguém que não tem e-mail? Que não sabe o que é wi-fi? Explique, debata, invista financeiramente a educação dessa criança, jovem ou adulto. Somente incentivando a empatia, criatividade e coragem, teremos um ambiente digital como desejamos no real. http://www.olhardireto.com.br/artigos/exibir.asp?id=9264&artigo=os-novos-analfabetos-digitais
Segundo o IBGE são 11 milhões de analfabetos funcionais no Brasil. Aqueles que, embora saibam assinar o nome, não têm instruções básicas para ler nem escrever. No entanto, 170milhões de brasileiros não têm acesso à internet no pais.
São 11 contra 170. E essa conversa vai de tom de dificuldade a um obstáculo sem precedentes. Já que temos gente que não sabe o que é Wi-Fi, que não tem um e-mail e tampouco sabe o que é um smartphone.
A deficiência começa ao formar pessoas, e a conta não fecha. Se o formato convencional do ensino brasileiro já é falho, imagine o que acontece quando despencamos uma legião de pessoas mal instruídas para a vida digital com a possibilidade de fazer o que quiser.
Os abusos e crimes virtuais serão uma realidade cada vez maior, e o que deveria incluir, será motivo de exclusão.
A cena vai ser bizarra: pessoas se abarrotando para ter acesso a uma tomada para carregar seu smartphone, e pedófilos, fake news e nudes inundando feeds de redes sociais, sem chance de as pessoas distinguirem o que é bom ou ruim para eles.
Na prática teremos mais gente com o dispositivo na mão, mas que não saberá ao certo para que serve.
Sabemos que hoje não criamos nossos filhos para o mundo em que fomos criados. Mas pense em alguém que, como você, se esforça para dar uma boa educação, aquela de valores familiares; mesmo que seja um analfabeto, se vê em meio a uma realidade que não compreende e que não consegue inserir seu filho nesse universo, para progredir.
Será mais gente fora da escola, do mercado de trabalho e das relações familiares. Serão mais criminosos, valores distorcidos e uma população cada vez mais numerosa sem instrução do universo digital para o físico.
Sim, porque a ideia de se colocar mais gente com critérios deficientes ou valores inexistentes em ambiente digital, vai ser absorvido pela vida real. E o impacto disso vai ser desastroso.
Sou responsável por assustar as pessoas quando, baseado em estudos, observo o cenário caótico que podemos ter nos próximos anos com a falta de zelo pelo operacional da cena digital.
E não temos certeza de nada, mas podemos ter atitudes hoje que contribuam para a transformação digital que tanto desejamos.Educação não é vacina, mas é o melhor que podemos fazer para não criar uma onda de analfabetismo digital.
Nunca é cedo para ensinar e tampouco tarde para aprender. O que não podemos é ficar de braços cruzados, culpando as políticaspúblicas por atitudes que poderiam ser tomadas por nós, afinal de contas, quem geara empatia, ensina e aprende.
Temos que repensar sistemas educacionais melhores, reconsiderar programas de estágio mais atrativos, e estimular o aprendizado para a vida.
A reflexão aqui é de estimular todos a pensar como vamos barrar os avanços do analfabetismo digital e evitar que esses 170 milhões e muitos mais de brasileiros sem acesso à tecnologia consigam buscar oportunidades de transformar suas vidas, inseridos no virtual de forma clara.
Como cidadã comum, penso que é hora de sermos protagonistas nessa brincadeira e ir a campo. Podemos apadrinhar crianças e jovens que geram essa educação ou fazer nós mesmo.
Conhece alguém que não tem e-mail? Que não sabe o que é wi-fi? Explique, debata, invista financeiramente a educação dessa criança, jovem ou adulto. Somente incentivando a empatia, criatividade e coragem, teremos um ambiente digital como desejamos no real. http://www.olhardireto.com.br/artigos/exibir.asp?id=9264&artigo=os-novos-analfabetos-digitais
TEXTO 5
Condição em que as pessoas ficam à margem da
evolução tecnológica e, conseqüentemente, formam uma massa de analfabetos
tecnológicos. Estes caracterizam-se pela incapacidade em “ler” o mundo digital
e mexer com a tecnologia moderna, principalmente com relação ao domínio dos
conteúdos da informática como planilhas, internet, editor de texto, desenho de
páginas web etc. A exclusão digital é denunciada em todo o mundo como a forma mais
moderna de violência e modalidade sutil de manutenção e ampliação das
desigualdades. Tal exclusão não se dá apenas no interior das classes sociais de
um país, mas também entre nações e continentes. Os números são assustadores e
os efeitos devastadores, não só no que diz respeito a fossos econômicos, como
também, culturais. Os professores que não dominam os conhecimentos que o
computador exige fazem parte deste analfabetismo que cresce em todo o mundo.
http://www.educabrasil.com.br/exclusao-digital/
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