quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

FUVESTIANAS. TEMA: PACTO MIGRATÓRIO.

A migração tem se tornado uma das grandes polêmicas da atualidade. Por um lado, ela reflete uma grande crise humanitária, a de populações que são forçadas a deixar seus países de origem, em condições precárias, devido a guerras, a crises econômicas, governos ditatoriais, racismos e catástrofes ecológicas. É justo deixá-los a sua própria sorte? Por outro lado, os países ricos ou em desenvolvimento, que tradicionalmente acolhiam esses grupos, começaram a levantar obstáculos à imigração, seja pela dificuldade econômica de abrigar quantidades crescentes de imigrantes, seja por sentirem sua cultura ameaçada e a dificuldade da integração com povos com valores diferentes ou até mesmo pelo medo do terrorismo ou da criminalidade. No final de 2018, a ONU, o Pacto Migratório, aprovou um acordo mundial sobre a questão, ao qual o Brasil aderiu, mas do qual o novo governo do país promete retirá-lo.

                          PROPOSTA ****
Escreva um texto dissertativo que analise o Pacto Migratório, assinado pela ONU. Considere o fato de que os Estados Unidos e outros países negaram-se a assiná-lo.
Você condena a atitude de tais países? Justifique.




ATENÇÃO: COLOQUEI VÍDEOS PARA QUE VOCÊ DOMINE MELHOR O TEMA. VEJA-OS.

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Sobre o Pacto Migratório

Atualmente, em todo o mundo, cerca de 258 milhões de pessoas estão deslocadas ou são migrantes. Isso representa 3,4% da população mundial.
O pacto, não vinculante, destaca princípios (defesa dos direitos humanos, das crianças, reconhecimento da soberania nacional) e enumera propostas para ajudar os países a enfrentar as migrações, como o intercâmbio de informação e de experiências, ou a integração dos migrantes.
Também proíbe as detenções arbitrárias e apenas autoriza as prisões como medida de último recurso.
Os ativistas dos direitos humanos consideram que o acordo não vai longe o suficiente em termos de ajuda humanitária, serviços básicos e direitos trabalhistas dos migrantes. Seus críticos o consideram uma incitação aos fluxos migratórios sem controle.

Os Estados Unidos se retiraram da elaboração do texto em dezembro de 2017 por considerá-lo contrário à política migratória do presidente americano, Donald Trump.
Até agora, nove países se retiraram do processo, após sua aprovação em 13 de julho em Nova York:
·         Áustria
·         Austrália
·         Chile
·         Eslováquia
·         Hungria
·         Letônia
·         Polônia
·         República Dominicana
·         República Tcheca
Outros seis solicitaram mais tempo para consultas internas, segundo Louise Arbor, representante especial da ONU para migrações:
·         Bélgica
·         Bulgária
·         Eslovênia
·         Estônia
·         Itália
·         Suíça
·          
Na sexta-feira (7), os Estados Unidos lançaram um novo ataque ao pacto. "As decisões sobre a segurança das fronteiras, sobre quem é autorizado a residir, ou a obter cidadania legalmente, são algumas das decisões soberanas mais importantes de um país", ressaltou a missão diplomática americana na ONU em um comunicado.
Nos últimos meses, Washington se esforçou para partilhar sua opinião sobre o pacto com outros países signatários, especialmente na Europa, de acordo com diplomatas da ONU.

BRASIL

O atual ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, confirmou a assinatura do acordo. No entanto, ele admitiu nesta terça-feira (11) que o governo Jair Bolsonaro pode se desassociar do pacto – medida que o futuro Itamaraty, comandado por Ernesto Araújo, já anunciou que vai tomar.

Quais os objetivos do Pacto?
O documento destaca 23 objetivos para a cooperação internacional em relação à imigração. Dentre os objetivos, uma proposta visa o trabalho em conjunto para melhorar as condições estruturais de países e diminuir a fuga de pessoas de seus territórios.
·         Coletar e utilizar dados precisos e desagregados como base para políticas
·         Minimizar os fatores adversos e os fatores estruturais que obrigam as pessoas a deixarem seus países de origem
·         Fornecer informações precisas e oportunas em todos os estágios da migração
·         Assegurar que todos os migrantes tenham prova de identidade legal e documentação adequada.
·         Aumentar a disponibilidade e a flexibilidade dos caminhos para a migração regular
·         Facilitar o recrutamento justo e ético e salvaguardar condições que garantam um trabalho decente.
·         Abordar e reduzir vulnerabilidades na migração
·         Salvar vidas e estabelecer esforços internacionais coordenados em migrantes desaparecidos
·         Reforçar a resposta transnacional ao contrabando de migrantes
·         Prevenir, combater e erradicar o tráfico de pessoas no contexto internacional migração
·         Gerenciar as fronteiras de forma integrada, segura e coordenada
·         Reforçar a certeza e previsibilidade nos procedimentos de migração para triagem, avaliação e encaminhamento
·         Usar a detenção de migração apenas como uma medida de último recurso e trabalhar para alternativas
·         Reforçar a proteção, assistência e cooperação consulares em toda o ciclo de migração
·         Fornecer acesso à serviços básicos para migrantes
·         Capacitar os migrantes e as sociedades para a plena inclusão e coesão social
·         Eliminar todas as formas de discriminação e promover o discurso público baseado em evidências para moldar percepções de migração
·         Investir no desenvolvimento de competências e facilitar o reconhecimento mútuo de competências, qualificações e competências
·         Criar condições para os migrantes e as diásporas contribuírem plenamente para o desenvolvimento sustentável em todos os países
·         Promover uma transferência de remessas mais rápida, segura e mais barata e promover a inclusão financeira dos migrantes
·         Cooperar para facilitar o regresso e a readmissão seguros e dignos, bem como reintegração sustentável
·         Estabelecer mecanismos para a portabilidade dos direitos de segurança social e benefícios
·         Fortalecer a cooperação internacional e as parcerias globais para garantir a segurança, ordenação e migração regular



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Tem causado forte polêmica nos Estados Unidos a recente determinação de “tolerância zero” aos imigrantes ilegais na fronteira com o México. As críticas à administração de Donald Trump foram geradas pelo fato de que crianças são separadas de seus pais ou tutores que tentam entrar ilegalmente no país.

A política estabelece que todo adulto que for pego atravessando a fronteira ilegalmente deve ser criminalmente processado. Se for capturado, o indivíduo é levado a um centro federal de detenção de imigrantes até que se apresente a um juiz.
A política não fala em “separação”, porém isso acaba sendo inevitável na prática, já que as crianças não podem ser mantidas nesses centros.

ATUALIZAÇÃO: No dia 20 de junho, Trump assinou uma ordem executivapara evitar a separação das famílias. Com a nova ordem, as famílias imigrantes que entrarem ilegalmente nos EUA serão detidas juntas. No dia 21 o presidente disse que ordenou as agências do governo americano a reunir as famílias que foram separadas.

Como funcionava antes?

Antes da nova política, as famílias que chegavam à fronteira sem autorização e que alegavam medo de voltar para a casa eram autorizadas a entrar em território americano e pedir refúgio. Durante o processo de solicitação de refúgio o imigrante podia ou não ser detido, dependendo de uma série de fatores, inclusive a disponibilidade de vaga nos centros de detenção. Também eram realizadas audiências na fronteira, e a família toda poderia ser deportada.

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Ao serem separadas de seus pais, as crianças são designadas pelo governo como “crianças imigrantes desacompanhadas” e, por isso, são levadas para abrigos sob custódia do governo, sem saber para onde seus pais foram. Imagens mostram crianças dentro de grades, dormindo em colchões no chão com cobertores de alumínio.


 (...) Segundo os dados, 1.995 menores de idade foram separados de 1.940 adultos que os acompanhavam na travessia entre os dias 19 de abril e 31 de maio.

A política é nova?

Sim. Mas de acordo com uma entrevista à rede CNN de Doris Meissner, diretor do programa de política imigratória dos EUA do Instituto de Política Migratória, ela se baseia em esforços das administrações de George Bush e Barack Obama. Em 2005, Bush lançou uma operação em uma seção da fronteira no estado do Texas que estabelecia o processo criminal aos imigrantes ilegais que atravessassem. A operação foi estendida a outros pontos da fronteira e continuou durante a administração Obama.

Qual é a repercussão internacional?


A ONU denunciou uma "violação grave dos direitos da criança" e pediu o fim de sua aplicação. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, considerou a política um “abuso às crianças” e "inadmissível".

A Anistia internacional disse que se trata de uma “medida espetacularmente cruel” que não é “nada menos do que uma tortura”.
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VÍDEOS SOBRE A IMIGRAÇÃO.

É MELHOR QUE VEJAM

Imigração não é o problema


A crise atual de migrantes refugiados na Europa | Gilberto Rodrigues

Reflita - Donald Trump coloca crianças em prisões que parecem gaiolas.

Está a Europa condenada pelos Imigrantes?




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