terça-feira, 4 de dezembro de 2018

PROPOSTA VOLTADA À UNESP E UNIFESP





Leia tudo, anote. Precisamos garantir escrituras com firme arcabouço de conhecimentos. 
Mas saiba fazer um bom recorte temático. 
Vamos lá? Sem preguiça, ok?
O mundo está por ser refeito e vocês são a nova geração.

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PROPOSTA


Os irmãos Villas Bôas não conseguiram criar, como queriam, outros parques indígenas em outras áreas. Mas o que criaram dura até hoje, neste país juncado de ruínas novas”

Nesse trecho de uma questão da FUVEST temos a expressão ‘país juncado de ruínas novas’ evidencia a tendência do Brasil que é o pouco apreço ao seu patrimônio histórico.
Escreva um texto dissertativo em que você exponha as conseqüências nefastas desse descaso pela preservação da arquitetura do passado. Qual é a causa do descaso? Ela é cultural, produto da voracidade do mercado da construção civil? Ou necessidade de modernização?


.As imagens que tomaram o Brasil nesta segunda-feira, 3, do Museu Nacional do Rio de Janeiro consumido pelas chamas, infelizmente, não são uma exceção. Incêndios são os grandes vilões do patrimônio cultural brasileiro, como aponta José Luiz Pedersoli Júnior, especialista em gestão de risco do Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração do Patrimônio Cultural (ICCROM), na Itália.
“O Museu Nacional é o triste caso da tragédia anunciada”, diz. “Os incêndios são um grande fator de risco para museus não só no Brasil, mas em todo o mundo, pela combinação de fatores como grande quantidade de materiais orgânicos inflamáveis e prédios históricos antigos com falta de estrutura e de manutenção, além da legislação inadequada, gestores com curto período de mandato e descaso com a cultura. A soma final resulta em desastres incalculáveis como este.”
Segundo levantamento apresentado por Perdersoli em suas palestras, pelo menos uma instituição cultural brasileira é destruída pelo fogo anualmente. Analisando a década atual, em 2010, foi a vez do Instituto Butantan, tragédia científica que destruiu 70.000 espécies de cobras conservadas no local. Em 2011, o fogo consumiu a Capela São Pedro Alcântara, outro prédio tombado sob administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a mesma instituição responsável pelo Museu Nacional. Nos anos seguintes, estão listados os incêndios no Arquivo Público do Estado de São Paulo (2012), Memorial da América Latina (2013), Centro Cultural Liceu de Artes e Ofícios (2014), Museu da Língua Portuguesa (2015), Cinemateca (2016) e a casa Erbo Stenzel, residência histórica do escultor paranaense, em Curitiba (2017). Sem falar do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1978, que perdeu mais de 1.000 obras de arte, entre elas telas de Pablo Picasso e Salvador Dalí, um prejuízo estimado em 60 milhões de reais.



Todas as tragédias citadas poderiam ter sido evitadas, afirma o especialista. E muitos outros acervos continuam em risco. “A maioria dos museus brasileiros não têm sistema de prevenção de incêndio. É a regra”, diz.
Apesar de ser um evento anual, os incêndios são tratados como raros, portanto, as verbas de manutenção de casas culturais são destinadas para a prevenção de outras ameaças, como inundações, infiltrações e controle de pragas. Mesmo sendo tratado como raro, o fogo é catastrófico. “É um risco que não é tratado de acordo com sua magnitude.”

Na maioria dos casos, a dificuldade está na mudança da estrutura das construções, que têm parte elétrica obsoleta e revestimentos de madeira, que são rapidamente consumidos pelo fogo, além da falta de mecanismos de supressão automática do fogo — como os sprinklers, sistema ativado pelo calor, que solta água a partir de dutos no teto, ou o combate com gases limpos, que impedem que o fogo se propague, resfriando o ambiente. Outra solução é a compartimentação corta-fogo, que isola o incêndio na área em que ele começa, dando tempo para que os bombeiros se preparem antes que ele se espalhe. “A legislação brasileira não exige essas medidas em prédios históricos, ao contrário dos Estados Unidos e Canadá”, diz Perdersoli.
“A verba para resolver esses problemas existe. A dificuldade é sensibilizar as autoridades para que estejam cientes do que é prioritário, e que o povo volte suas atenções para a importância da preservação cultural, mobilizando ações nesse sentido”, afirma o especialista. “O que aconteceu com o Museu Nacional é um caso de negligência. Só depois da tragédia é que aparece a verba para a reconstrução. Por que, então, não usaram o dinheiro antes? É o barato que sai caro. E é nosso patrimônio que se perde”, finaliza Perdersoli. https://veja.abril.com.br/brasil/incendios-destroem-um-patrimonio-cultural-por-ano-no-brasil/
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A destruição do patrimônio histórico construído não deveria interessar a nenhum recifense. Em cada bairro, podemos nos deparar com um pedaço de nossa história e nossa cultura, contada através dos diversos imóveis espalhados. Revisitamos, assim, os modos de vida e os costumes de diversas épocas.
A riqueza é tanta, que deveria ser obrigação de todo recifense preservar e conservar nossos imóveis. Nossas pontes e demais monumentos guardam um valor incalculável.
O Recife é um dos pioneiros em legislação urbana. Graças à visão de engenheiros e arquitetos de vanguarda, como Edgar D´Amorim e José Luiz da Mota Menezes, contamos com leis que preservam nosso patrimônio.

Na década de 1970, tínhamos dispositivos legais que protegiam os edifícios históricos. Infelizmente, retrocedemos e diversos avanços foram suprimidos, em nome de uma maior ocupação dos terrenos.
Devemos levar em conta que os materiais utilizados nas construções possuem uma vida útil e podem, com o passar do tempo, apresentar patologias próprias do desgaste natural pelo uso e por fatores ambientais. O clima úmido e a proximidade do mar contribuem na aceleração desses desgastes. É imprescindível, portanto, uma manutenção permanente de tais construções, seja preventiva ou corretiva.

Toda manutenção, por sua vez, tem um custo. Seja no emprego de materiais, seja na contratação de mão-de-obra qualificada. E, quando se dá em prédios históricos, este custo é mais elevado, sendo, muitas vezes, inviável para os proprietários. A consequência é a transformação de prédios de alta riqueza arquitetônica em ruínas.
Então, como despertar o interesse do proprietário em manter este imóvel?
Todo processo deve começar a partir de um planejamento urbano, onde a valorização dos sítios históricos sejam prioridade. Em vez de bairros abandonados, como acontece no Recife, precisamos que eles sejam dotados de transporte e segurança públicos, com infraestrutura urbana de energia, água e esgoto ideais. Valorizando os bairros, valorizaremos, consequentemente, o imóvel.
O permanente abandono das áreas históricas recifenses transforma a memória de um povo em sobrados descaracterizados, abandonados, transformados em ferro-velho, cobertos de rachaduras, podendo desabar a qualquer momento.
A mudança é possível. É preciso haver interesse e persistência do poder público, em parceria com a conscientização da sociedade. https://www.brasildefato.com.br/2017/10/05/artigo-or-destruir-o-patrimonio-historico-e-destruir-a-memoria-recifense/
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O património arquitetónico representa uma produção simbólica e material, carregada de diferentes valores e capaz de expressar as experiências sociais de uma sociedade. Mas devido ao rápido e desordenado crescimento das cidades contemporâneas, com uma progressiva perda e descaracterização do património histórico, traz à tona uma importante reflexão acerca da constante necessidade de transformação dos espaços urbanos, juntamente com implicações referentes à qualidade ambiental e preservação do património construído.
As cidades não são apenas lugares onde se ganha dinheiro, não servem apenas de dormitório ou de local de trabalho para os seus habitantes. Nelas vivem seres humanos que possuem memória e são parte integrante da história. Por isso, não passa despercebido pela população das cidades a destruição da casa de seus antepassados, de antigos cafés, cinemas, teatros e outros edifícios históricos ou de valor significante. Toda essa destruição de bens culturais para dar lugar ao automóvel, aos gigantes de vidro e betão, tornam as cidades sem identidade, poluídas, sem emoção e os seus habitantes perdem a identificação com o local onde vivem. A falta de valorização do património cultural, causada pela realidade económica, social e política põe em risco não apenas a memória colectiva, mas também o poder de realização e de expressão verdadeiramente cultural da comunidade.
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Nas propostas de demolição de edifícios em zonas históricas ou inventariados não se trata de opinar se a nova obra será de valor arquitetónico significativo mas antes questionar a perda de um bem cultural de grande valor e da perda de uma memória colectiva para a sociedade. A demolição deverá ser prevista apenas em casos extremos, por exemplo, a existência de uma estrutura comprometida e risco de desmoronamento. Na grande maioria dos casos, uma renovação ou restauro, mantendo-se as características originais do projeto, ou até mesmo uma reabilitação para um novo uso, pode impedir a demolição e evitar o abandono destes edifícios. Para além de leis e regulamentos, torna-se cada vez mais importante as iniciativas do poder local no que diz respeito à educação patrimonial e os incentivos fiscais aos proprietários de imóveis inventariados e aos em risco de ruína ou já em ruína.
O muito que perdemos quando mutilamos, demolimos ou descaracterizamos o nosso património
Perdemos muito cada vez que o nosso património é demolido, descaracterizado ou mutilado. Ao permitirmos a destruição do nosso património estamos não apenas perdendo qualidade de vida, mas também perdendo cidadania e do senso de pertença aos locais e aos grupos comunitários. O património histórico, visto como um conjunto de bens e valores que representam uma nação, deve ser entendido como a herança de um povo, na busca de uma valorização do passado e uma melhor compreensão do presente. O ser humano sempre necessitou do passado, seja nas lembranças de fotografias, nas ruas de uma cidade, nas lembranças de uma residência, de uma praça, de um café de bairro, de um teatro, de um cinema. Essas lembranças têm o poder de nos reconfortar e trazem sinais de proximidade, de um passado artístico. Os monumentos históricos funcionam como ícones desse passado atemporal, são a criação artística de tempos idos e a simbólica no presente. E a nossa memória, constituída de impressões e de experiências, é o que nós retemos e que nos dá a dimensão do que percebemos e sentimos através do nosso lugar no mundo.
A arquitetura e os lugares da cidade constituem o cenário onde as nossas lembranças se situam e, na medida em que essa arquitetura e esse lugar fazem alusão a significados simbólicos, evocam narrativas relacionadas com a nossa vida. A memória colectiva das cidades está nos seus edifícios antigos. Eles são o testemunho mudo, porém valioso, de um passado distante e servem não só para transmitir às gerações posteriores os episódios históricos que neles tiveram lugar mas também como referência urbana e arquitectónica para o nosso momento actual. Preservá-los não só para os turistas tirarem fotos ou para mostrar aos nossos filhos e netos, mas para que as gerações futuras possam sentir in loco a visão de uma cidade humana e como se viveu/vive nela.
Uma cidade sem os seus velhos edifícios é como um homem sem memória. http://www.postal.pt/2017/11/patrimonio-historico-cultural-dilema-da-preservacao/
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O tombamento tem a relevância de expor esse conjunto de edifícios ao público, na medida em que seu destino passa a ser de toda a sociedade paulistana”, comenta o especialista em laboratório do Centro de Preservação Cultural (CPC) da USP Gabriel Fernandes. “Eles passam a ser objeto de discussão pública e a Universidade, na medida em que é guardiã desse conjunto de bens culturais, se coloca na responsabilidade de apresentar o que vai ser feito com eles e zelar pela sua preservação.”
Segundo a ex-diretora do CPC e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP Mônica Junqueira, as edificações tombadas revelam o significado da arquitetura no início dos anos 1960 e as preocupações dos arquitetos. “Essas obras apresentam soluções construtivas inovadoras para a época, tendo a solução estrutural como definidora do partido arquitetônico e determinante da composição plástica.”
De acordo com a ata da reunião do Conpresp, o prédio de História e Geografia, projetado pelo arquiteto Eduardo Corona e premiado em 1967 pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), traz “concepções distintas das comumente encontradas em universidades”. O texto ressalta a “fluidez de seus espaços e sua permeabilidade capaz de conectar suas duas extremidades tratadas igualmente como acesso ao seu interior”.
Mônica destaca essa inovação não só no prédio de humanidades, mas também nas edificações de engenharia. “Há valorização dos espaços coletivos como integradores das áreas do conhecimento e a disposição do programa de modo a promover melhor interação das disciplinas, introduzindo um novo conceito espacial de escola.”
O conselho reconheceu intervenções e modernizações no Cepeusp, mas ressaltou que sua estrutura original não foi descaracterizada. “Foi possível identificar a coesão entre as construções de autoria de Ícaro de Castro Mello, mesmo com tipologias e tempos distintos”, afirma o texto. Para a professora da FAU, o centro esportivo representa “um programa importante no âmbito da constituição de uma vida universitária, cujo conjunto é exemplar da arquitetura esportiva.”
Os prédios escolhidos para preservação expandem para 20 o número de edificações tombadas da USP. Estão nessa lista as construções da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Cidade Universitária e da Rua Maranhão, o edifício principal, o Instituto Oscar Freire e a Associação Atlética da Faculdade de Medicina (FM), o Centro Universitário Maria Antonia (Ceuma), o Museu Paulista, o Museu Republicano de Itu, o Museu de Zoologia, a Faculdade de Direito (FD), o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), a Casa de Dona Yayá, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) em Piracicaba, o campus de Ribeirão Preto e as ruínas do Engenho de São Jorge dos Erasmos, em Santos (SP).
Também estavam na seleção da câmara municipal mas não tiveram tombamento aprovado pelo Conpresp a raia olímpica e a Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). A lista original também previa a preservação total do Cepeusp, o que não foi deferido.
Juntamente com as construções da USP, cerca de 70 imóveis foram tombados pelo Conpresp na reunião do dia 19 de março. Dentre eles está o complexo do Carandiru, com parte da antiga penitenciária masculina que foi demolida em 2002 e hoje é o Parque da Juventude.
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Pessoa , Fernando

A memória é a consciência inserida no tempo.

Borges , Jorge

A memória é o essencial, visto que a literatura está feita de sonhos e os sonhos fazem-se combinando recordações.
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Visitado por 6 milhões de pessoas todos os anos, o Coliseu sofre com o abandono: em janeiro, partes de seu anfiteatro desmoronaram A placa diz "entrada apenas para pessoal autorizado". Mas não há barreira de proteção, e quem quiser pode se enfurnar nas ruínas do que, um dia, foi uma taberna frequentada por gladiadores.
O mato cresce em volta dos restos de balcões e depósitos de vinho, enquanto alguns funcionários se esforçam para recuperar objetos com mais de 2 mil anos de história - alguns deles, amontoados no chão, como entulho.
Engolida pela erupção do Vesúvio, Pompeia, cidade a 22km de Nápoles, está ameaçada de novo. Dessa vez, não pela fúria do vulcão, mas pela crise econômica que atinge a Europa, colocando em risco um vasto patrimônio cultural.
Como a Itália, a Grécia também está em alerta e sofre para manter de pé o que foi, literalmente, o pilar da civilização ocidental.
- Monumentos não têm voz, eles precisam da sua - alerta um cartaz da Associação dos Arqueólogos Gregos. - Se pudessem falar, eles nos contariam o que tem ocorrido na Grécia nos últimos dois anos.
Em nome da crise econômica global e com o Fundo Monetário Internacional atuando como o Cavalo de Troia, medidas de austeridade foram minando os serviços públicos. A democracia e a dignidade nacional estão sob ataque", denuncia um comunicado de imprensa publicado na página da associação.
Os 950 arqueólogos, funcionários do Ministério da Cultura Helenística, alertam que estão "lutando contra a destruição tanto do nosso país quando de nosso patrimônio cultural por causa das políticas instituídas pelo FMI e pela troika". Esses especialistas temem que a organização de escavações, os estudos avançados da civilização grega, as exposições, a restauração de monumentos e a promoção de programas educacionais, trabalhos realizados há 170 anos, sejam soterrados pelos cortes de gastos.
Em novembro, denunciam, 7 mil funcionários do Ministério da Cultura, alguns com mais de 30 anos de experiência, tiveram de se aposentar, como parte de um plano para reduzir o total de servidores públicos gregos. Além disso, apenas 1% do orçamento do país é voltado à cultura. "Em 2009, o salário dos arqueólogos variava de 880 euros (iniciantes) a 1.550 euros (depois de 35 anos de serviço). Em 2012, funcionários no começo de carreira sofreram uma redução, recebendo 670 euros", afirma a associação.
Os profissionais não reclamam apenas de salário: comparando-se a 2010, houve um corte de 35% nos recursos destinados aos serviços do setor. Além disso, apesar de, em março, 78 peças de cerâmica, bronze e ouro terem sido roubadas do Museu de Olímpia - local onde foram realizados os primeiros jogos olímpicos da história -, provocando a renúncia do ministro da Cultura, o governo reduziu em 20% o orçamento da segurança dos museus.
- Isso mostra como está deficiente a segurança do nosso patrimônio. O que podemos esperar agora? - indaga Despina Koutsouba, presidente da Associação de Arqueólogos Gregos, em entrevista à agência France-Presse. - Temos atraído a atenção mundial com coletivas de imprensa, campanhas educativas e denúncias em redes sociais. Nós realmente precisamos que o mundo não apenas nos ouça, mas nos ajude a fazer algo a respeito.



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