ESCREVA UMA DISSERTAÇÃO
EM QUE VOCÊ SE POSICIONE A RESPEITO DA ESCOLA SEM PARTIDO.
LEIA TUDO, OS TEXTOS SÃO
LONGOS MAIS LEVES. ANOTE IDEIAS CENTRAIS NUMA FOLHA À PARTE. LEIA ESSA PRODUÇÃO. APRESENTE OS DOIS LADOS DA
QUESTÃO ANTES DE EXPOR SUA TESE E DE ARGUMENTAR.
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Entenda, abaixo, o que
está em jogo com a possível aprovação desse projeto:
O QUE É O PROJETO
O projeto de lei conhecido como "Escola Sem Partido"
(PL 7180/14) propõe acrescentar tópicos à Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), de 1996, e dispor sobre a conduta dos professores dentro de
sala de aula.
DE
QUEM É O TEXTO
O texto do projeto já passou por várias alterações ao
longo dos últimos anos, e o que será submetido à votação é o substitutivo do
projeto de autoria do deputado Erivelton Santana (PEN-BA). O relator é o deputado
Flavinho (PSC-SP).
QUAIS
SÃO AS PROPOSTAS
Segundo o projeto, o artigo 3º da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional será acrescido do seguinte inciso :
“Respeito às crenças religiosas e às convicções morais,
filosóficas e políticas dos alunos, de seus pais ou responsáveis, tendo os
valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos
relacionados à educação moral, sexual e religiosa”.
Também haverá o acréscimo, no mesmo artigo, do parágrafo a
seguir:
“A educação não desenvolverá políticas de ensino, nem adotará
currículo escolar, disciplinas obrigatórias, nem mesmo de forma complementar ou
facultativa, que tendam a aplicar a ideologia de gênero, o termo ‘gênero’ ou
‘orientação sexual’".
TEXTO 1
O movimento liderado por Nagib parte do pressuposto
de que os estudantes são “folhas em branco” e que professores se aproveitam da
audiência cativa dos alunos para incentivar que eles sigam por um determinado
caminho ideológico.
“O professor não se aproveitará da audiência cativa
dos alunos, para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou
preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias”, define
o artigo 5º do projeto de lei.
Para especialistas, o primeiro erro é acreditar que
o estudante é uma folha em branco incapaz de formar seu juízo sobre o mundo a
partir de experiências, referências e saberes que traz consigo.
“Cada estudante chega à escola com sua história,
aprendizados, religião, cultura familiar. O que a escola faz é ensinar a
refletir, a duvidar, a perguntar, a querer saber mais. Não existe isso do
professor fazer ‘cabeça do estudante’. À medida que o estudante lê,
pesquisa, escreve e se aprofunda, ele vai dando sentido pra história dele.
Escola é o lugar de muitas opiniões. De ouvir a do outro e formar a própria”,
afirmou Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM.
Na visão dela, o que não pode acontecer dentro da
sala de aula é o professor tentar impor somente sua visão. “É por meio da
escuta de todas as opiniões, leituras, excursões, filmes e exposições, que o
estudante começa a ter seu próprio repertório, fruto de uma ‘mistura’ entre a
escola, a família, a comunidade, a igreja e os amigos. Claro que o professor
deve ter sua opinião. Mas o papel dele é mostrar todos os lados e incentivar
que todos os pensamentos, todas as cores, estejam ali, dentro da sala de aula. Errado
é sair ‘catequizando’ o outro, seja na escola, na igreja ou em uma aldeia”,
concluiu Pilar.
Natacha Costa, diretora da Associação
Cidade Escola Aprendiz acredita que existe uma assimetria entre
estudante e professor, mas que isso não significa que os estudantes são vazios
e absorvam tudo o que o docente diz.
“O aluno não é uma folha em branco, pois é um
sujeito social, traz uma história, concepções e ideias e isso precisa ser
reconhecido. A escola precisa trabalhar para que esse jovem ou essa criança
formule hipóteses, interprete o mundo de diferentes maneiras e desenvolva
autonomia sobre seu próprio processo educativo. O papel da educação é garantir
as experiências para que ele desenvolva uma visão própria sobre o mundo”, afirmou Natascha.
#3. “Meus filhos, minhas regras”
Os defensores do Escola sem Partido defendem que o
estudante tem que receber uma educação que esteja de acordo com os princípios
da família do aluno. “[A escola] respeitará os direitos dos pais dos alunos a
que seus filhos recebam educação religiosa e moral que esteja de acordo com as
suas próprias convicções”, estipula o inciso 5º do artigo 5º do projeto de lei.
O professor de Filosofia da Universidade de São
Paulo e ex-ministro da educação, Renato Janine Ribeiro, escreveu um texto nas redes
sociais manifestando-se contrariamente a essa ideia.
“Um princípio do Escola sem Partido é que não se
poderá ensinar nada que enfrente os valores da família do aluno. Quer dizer, se
o pai ou mãe for machista, racista – de forma indireta que seja – a escola não
poderá ensinar a Declaração dos Direitos do Homem? A extrema direita o que
quer? “, afirmou o ex-ministro da Educação.
Ainda de acordo com Janine, é lamentável que,
atualmente, o debate público sobre educação esteja sendo dominado pelo assunto,
em um contexto no qual há inúmeras prioridades que não estão sendo
visibilizadas.
“O pior da “escola sem partido” é que desvia a
atenção das questões realmente educacionais – e educativas! Desvia a atenção de
nossas falhas na alfabetização, só para começar. Em 2015 divulguei nossos
dados: 22% das crianças não sabem ler direito ao fim do 3º ano (na rede
pública), 35% não sabem escrever, 57% fazer as operações matemáticas. Em
vez de valorizar a alfabetização e tanta coisa mais, querem criminalizar o
ensino, afirmou Janine. https://educacaointegral.org.br/reportagens/especialistas-desconstroem-os-5-principais-argumentos-escola-sem-partido/#comment-45621
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TEXTO 2
Quem discordar da cartilha de esquerda é
“fascista”. Minha oposição à Escola sem Partido é porque ela é uma lei.
Sei. Ficou confuso? Vou repetir: minha oposição à
Escola sem Partido é porque ela é uma lei. Com ela, aumentaríamos o mercado
para advogados e a justificativa pra mais gasto com o
Poder Judiciário.
Quem a defende parece não entender que lei em
matéria de costumes é como um elefante em loja de cristais. Outra área em que
lei é como um elefante em loja de cristais é no
campo dos afetos.
campo dos afetos.
Meu argumento, ao contrário do que podem pensar
inteligentinhos de direita e de esquerda, é profundamente conservador, no sentido
que o conceito tem na filosofia britânica a partir do século 19
—o conceito sem a palavra surge no final do 18 com Edmund Burke (1729-1797), a palavra surge na França nos primeiros anos do século 19, segundo o historiador das ideias Russel Kirk (1918-1994).
—o conceito sem a palavra surge no final do 18 com Edmund Burke (1729-1797), a palavra surge na França nos primeiros anos do século 19, segundo o historiador das ideias Russel Kirk (1918-1994).
No sentido filosófico, e não no debate empobrecidos
das militâncias, ser conservador é ser cético em matéria de invenções
políticas, econômicas, sociais ou jurídicas.
Um temperamento conservador, como diria Michael
Oakeshott (1901-1990), filósofo conservador britânico fundamental para o
assunto, desconfia da fúria “racionalista” de se inventar, por exemplo, leis
que interfiram sobre hábitos e costumes (estes, sim, pérolas para um
cético em política).
Aliás, pouco se sabe entre nós sobre o que é, no
sentido erudito e conceitual, ser conservador. Qual a razão de não sabermos?
Pergunte aos professores e coordenadores de escolas e universidades. A
bibliografia escolhida por eles é, na imensa maioria das vezes, uma
pregação em si.
Alunos de escola, de graduação e pós-graduação,
constantemente, são boicotados em sua intenção de conhecer outros títulos que
não seja a cartilha com Marx e seus avatares.
A lei da Escola sem Partido é uma solução ruim para
um problema real. A crítica a ela, sem reconhecer que sua motivação é
justificada, presta um enorme desserviço ao debate.
Com isso não quero dizer que professores marxistas
de história mentindo pura e simplesmente ou restringindo o acesso a múltiplas
“narrativas” (como é chique falar agora) sejam a principal questão
no
Brasil de hoje em dia.
Brasil de hoje em dia.
Existem muitas outras, como economia, corrupção,
violência urbana, e outras mais. Mas, a formação educacional ideologicamente
enviesada, por exemplo, faz muita gente “educada” abraçar movimentos
como o Lula Livre, achando lindo.
A educação piorou muito depois que os professores
resolveram pregar em sala de aula em vez de ensinar rios e capitais dos estados
e países. Simples assim. Mas aumentar o mercado jurídico no país é um
engano grave. Já somos presas demais do crescente lobby jurídico para
não ver isso.
Luiz Felipe Pondé
Escritor
e ensaísta, autor de “Dez Mandamentos” e “Marketing Existencial”. É doutor em
filosofia pela USP.
texto 3
O
senhor acredita que o professor pode ser imparcial? Isso é possível?
A justificativa-padrão
utilizada pelos promotores da doutrinação ideológica nas escolas é a de que
“não existe imparcialidade”, já que “todo mundo tem um lado”. Para os
professores e autores militantes, isto resolve o problema, pois, se não existe
neutralidade, cada um que cuide de “puxar a brasa para a sua sardinha”.
A dose de má-fé embutida
nesse raciocínio é extraordinária. O fato de o conhecimento ser vulnerável à
distorção ideológica – o que é uma realidade inegável, sobretudo no campo das
ciências sociais – deveria servir de alerta para que os educadores adotassem as
precauções metodológicas necessárias para reduzir a distorção. Em vez disso, a
militância o utiliza, cinicamente, como salvo-conduto para a doutrinação!
Em suma: ser imparcial
pode ser impossível, mas perseguir o ideal da imparcialidade e da objetividade
científica não só é perfeitamente possível, como é moralmente obrigatório para
um professor.
7
– A influência ideológica e/ou partidária acontece somente em disciplinas como
História e Geografia? Ou existe doutrinação também em outras matérias?
Antigamente, a ideologia
contaminava apenas as ciências sociais. Hoje em dia, até a Educação Física e a
Matemática entraram na dança. Cito dois exemplos:
a) trecho da apresentação
de uma tese de doutorado defendida recentemente na Faculdade de Educação da
USP: “o trabalho demonstra que os atuais processos de formação de professor de
matemática ainda são fortemente sedimentados numa formação alienada aos ditames
de uma sociedade de classes, que não permite ao futuro professor compreender e
fazer uso da necessária autonomia inerente à sua atuação, o que o faz atuar
como um intelectual orgânico a serviço da consolidação da hegemonia da classe
dominante.”
b) trecho de um livro
didático de Educação Física da Secretaria de Educação do Paraná: “A classe
trabalhadora conquistou, após inúmeros enfrentamentos, a redução da jornada de
trabalho e alguns direitos como o sufrágio universal. Estas conquistas
preocuparam a burguesia em relação à forma como os trabalhadores poderiam
aproveitar o tempo de folga. Isso seria uma poderosa arma a ser utilizada
contra ela mesma (burguesia), uma vez que com esse tempo de folga e com os
espaços públicos disponíveis para os momentos de lazer, seria fácil a criação
de movimentos sociais contra a classe dirigente. Nesse sentido, surgiu a
importância de incentivar a classe trabalhadora a aderir à prática esportiva,
como forma de ocupação do tempo livre, diminuindo as possibilidades de tensões
sociais.” (Obviamente, o livro não trata da situação dos esportes nos países
que adotaram o regime comunista, isto é, o uso que esses regimes fizeram e
ainda fazem do esporte e o modo como o esporte se desenvolveu nesses
regimes...)
8
– Como o senhor vê a questão do ensino da Filosofia e Sociologia ter voltado ao
currículo obrigatório do ensino médio? Acredita que os professores estão
preparados para ensinar essas disciplinas livre de conteúdo ideológico?
Vejo com muita
preocupação. Se a História e a Geografia já serviam de plataforma para a militância
ideológica, imagine o que vai acontecer com a Filosofia e a Sociologia!
Vai acontecer, não! Já
está acontecendo. Veja a opinião do sociólogo Simon Schwartzman sobre a
proposta curricular para o programa de sociologia para o nível médio do Rio de
Janeiro: “É um conjunto desastroso de idéias gerais, palavras de ordem e
ideologias mal disfarçadas que confirmam as piores apreensões dos que, como eu,
sempre temeram esta inclusão obrigatória da sociologia no curriculo escolar”.
Se o currículo está desse
jeito, imagine o conteúdo das aulas!
9
– E os materiais didáticos também refletem essa doutrinação à qual o senhor se
refere no Escola sem Partido? Poderia citar textualmente alguns exemplos de
casos graves e evidentes de doutrinação?
A revista época publicou
em 2007 uma reportagem de capa com o título: “O que estão ensinando a nossas
crianças”. Há ali dezenas de exemplos.
Um caso mais recente,
porém, me impressionou muito. Trata-se de um livro didático de português para
alunos do 5º ano. Esse livro usa descaradamente a inveja para promover o
igualitarismo. Explico.
Num capítulo intitulado
“O gosto amargo da desigualdade”, os autores do livro (William Roberto Cereja e
Thereza Cochar), ao fazer a introdução de um texto literário (muito ruim, por
sinal), se dirigem aos seus pequenos leitores com as seguintes palavras: “Você
alguma vez já se sentiu injustiçado? Seu amigo com duas bicicletas, uma delas
novinha, e você nem bicicleta tem... Sua amiga com uma coleção inteirinha da
Barbie, e você que não ganha um brinquedo novo há muito tempo... Se vai
reclamar com a mãe, lá vem ela dizendo: ‘Não reclama de barriga cheia, tem
gente pior do que você!’. Será que há justiça no mundo em que vivemos?”
Como escrevi num artigo publicado
no ESP, “em vez de chamar essa tristeza [de não possuir uma coisa que outro
possui] pelo nome que ela tem desde os tempos de Caim, o livro a ela se refere
como ‘sentimento de injustiça’.”
Além disso, no mesmo
capítulo, os alunos – crianças de 10 anos, certo? – são chamados a opinar sobre
problemas sociais e econômicos que estão infinitamente acima da sua capacidade
de compreensão. Tudo feito para “despertar a consciência crítica” dos alunos...
Como todos sabem, é esse
o enfoque predominante nos livros didáticos. Se o livro não for “crítico”, a
editora não quer, porque os professores não adotam e o governo não compra.
10
– O que os pais e as escolas podem fazer para evitar a doutrinação em sala de
aula?
Os pais podem e devem
reclamar; os responsáveis pelas escolas podem e devem exigir uma postura mais
ética por parte dos professores. Mas se o professor estiver realmente
determinado a “fazer a cabeça” dos alunos, será muito difícil impedi-lo, tendo
em vista a circunstância de os abusos ocorrerem no recinto fechado das salas de
aula.
Por isso acreditamos que
a melhor forma de combater a doutrinação é conscientizar os alunos (e, por
tabela, também os professores) dos direitos compreendidos na sua liberdade de
aprender.
Com esse objetivo, o ESP
elaborou o cartaz com os Cinco Deveres do Professor, que são os seguintes:
1. O professor não abusará da
inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o
objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-ideológica, nem
adotará livros didáticos que tenham esse objetivo.
2. O professor não favorecerá
nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas,
religiosas, ou da falta delas.
3. O professor não fará
propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a
participar de manifestações, atos públicos e passeatas.
4. Ao tratar de questões
políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de
forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais
versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.
5. O professor não criará em
sala de aula uma atmosfera de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de
desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem
permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários ou de
outros professores.
Defendemos que um cartaz
como este seja afixado em todas as salas de aula das últimas séries do ensino
fundamental, do ensino médio e dos cursinhos pré-vestibulares; ou, pelo menos,
nas salas dos professores.
Além de conscientizar os
estudantes dos seus direitos – o que é uma questão de estrita cidadania –; e de
dar-lhes os meios de que eles necessitam para se defender do professor
militante, esse cartaz expressa um apelo à consciência moral do professor,
recordando-o de que ao lado da sua liberdade de ensinar está a liberdade de
aprender dos alunos.
11
– Sei que a questão é muito mais complexa do que um termo pode definir, mas o
senhor se considera uma pessoa mais de direita ou de esquerda no sentido
político ideológico?
Como você mesma afirma,
com toda a razão, “é consenso que a visão da maioria dos professores é de
esquerda”. E é fato notório, também, que a doutrinação político-ideológica
praticada nas escolas brasileiras tem um viés claramente de esquerda. Então,
qualquer um que se oponha ao que esses professores estão fazendo é
automaticamente classificado como adversário da esquerda; logo, como uma pessoa
de direita. E com essa rotulação eles procuram desqualificar o esforço que
estamos fazendo.
Não importa se eu sou de
direita, de esquerda ou de centro. O que importa é que o ESP não promove a
defesa de qualquer ideologia. O que defendemos, juntamente com a ideia de que
todo professor tem o dever moral de perseguir o ideal de neutralidade e
objetividade científica, é a desmonopolização ideológica do ambiente acadêmico.
Explico.
Toda ideologia – seja de
esquerda, de direita ou de outro gênero – atrapalha a nossa compreensão da
realidade. Mas nada atrapalha mais essa compreensão do que ver o mundo sob as
lentes de uma única ideologia. Numa atmosfera onde concorram diversas
ideologias, a visão necessariamente parcial oferecida por determinado enfoque ideológico
pode ser confrontada, impugnada e complementada pela visão igualmente parcial
oferecida por outra ideologia. E desse choque entre as diversas perspectivas o
estudante poderá formar uma visão mais abrangente e efetivamente crítica da
realidade.
Em matéria de
conhecimento, o pior dos mundos é o do monopólio ideológico. Por isso, as
escolas também deveriam se esforçar para promover a diversidade ideológica dos
seus respectivos corpos docentes.
12
– É consenso que a visão da maioria dos professores é de esquerda. Se fosse o
contrário o senhor ainda assim teria tido a iniciativa do Escola sem Partido?
Desculpe a provocação, mas gostaria de ler seus argumentos para não correr o
risco de fazer propaganda para um lado ou para o outro. A minha visão (aqui quem
comenta é Yannik pessoa, não a repórter que tentará abordar o tema com o máximo
de imparcialidade possível) é que a escola e o professor deveriam dar o mesmo
espaço para todas as correntes.
Como eu disse, toda
ideologia – seja de esquerda, de direita ou de outro gênero – atrapalha a nossa
compreensão da realidade. Meu interesse é saber como as coisas realmente são
(ou foram). Não quero aprender uma história falsificada por mais que ela me
agrade ou corresponda aos meus preconceitos. E obviamente não desejo isto para
os meus filhos. Mas é um erro pensar que todas as correntes ideológicas se
equivalem, que todas são igualmente nocivas. A História – sobretudo a do século
XX – já mostrou que não é assim. Portanto, a resposta à sua pergunta é: talvez.
13
– O senhor poderia me mandar um breve resumo do seu currículo e os itens que
integram uma lista sobre os “deveres do professor”? Quem elaborou essa lista?
Sou advogado, casado, 49
anos e quatro filhos. A relação de Deveres do Professor foi elaborada por mim e
alguns colaboradores do ESP. http://escolasempartido.org/midia/395-entrevista-de-miguel-nagib-a-revista-profissao-mestre
AULAS PARTICULARES DE REDAÇÃO, FILOSOFIA, INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS, GRAMÁTICA ( QUALQUER NÍVEL). LINGUÍSTICA E LITERATURA.
PREPARO PARA A SEGUNDA FASE DA FUVEST E UNICAMP.
VOU TRABALHAR ATÉ O ÚLTIMO VESTIBULAR. ON LINE OU PRESENCIAL, NA LIBERDADE. LIGUE NO FIXO 11 2713311
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VOU TRABALHAR ATÉ O ÚLTIMO VESTIBULAR. ON LINE OU PRESENCIAL, NA LIBERDADE. LIGUE NO FIXO 11 2713311

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