Escreva um texto argumentativo em que busque responder à pergunta: o profissional da medicina deve ter postura voltada à humanidade, independentemente da remuneração pelos seus serviços? Deverá deslocar-se para lugares inóspitos se nestes for necessária a sua ajuda?
Texto 1
Juramento de
Hipócrates.
Prometo
solenemente consagrar a minha vida ao serviço da humanidade.
Darei aos
meus Mestres o respeito e o reconhecimento que lhes são devidos.
Exercerei
minha arte com consciência e dignidade.
A saúde do
meu Paciente será minha primeira preocupação.
Mesmo após a
morte do meu Paciente respeitarei os segredos que me tiver confiado.
Manterei por
todos os meios ao meu alcance a honra e as nobres tradições da profissão
médica. Os meus colegas serão meus irmãos.
Não
permitirei que considerações de religião, nacionalidade, raça, partido público
ou posição social, se interponham entre o meu dever e o meu Paciente.
Guardarei
respeito absoluto pela a Vida Humana, desde o seu início, mesmo sob ameaça e
não farei uso dos meus conhecimentos Médicos contra as leis da humanidade.
Faço essas
promessas solenemente, livremente e sob minha honra.
Trecho que o Richard Webber diz o Juramento de Hipócrates
“Está na hora de acabar com o ritual do juramento de hipócrates
nas cerimônias de formatura. Para que manter essa tradição? Os advogados, por
acaso, juram que defenderão a justiça? Engenheiros e arquitetos precisam jurar
construir casas que não caiam?(…) O juramento de Hipócrates está tão antiquado
que soa ridículo ouvir jovens recém-formados repetirem-se feito papagaios. Que
me desculpem os tradicionalista, mas faz sentido jurar por Apolo, Asclépios,
Higéia e Panacéia não fazer sexo com escravos quando entramos na casa de nossos
pacientes? Ou não usar o bisturi,mesmo em casos de cálculos nos rins? Ou
prometer ensinar nossa profissão gratuitamente aos filhos de nossos
professores, como Hipócrates preconizava? Por que não estender esse privilégio
a todos os que estiverem dispostos a estudar? Existe visão mais
corporativista?(…)
(…) Por outro lado, aos olhos da sociedade, a mera existência de
um juramento solene dá a impressão de que somos sacerdotes e de que devemos
dedicação total aos que nos procuram, sem manifestarmos preocupação com
aspectos materiais como as condições de trabalho ou a remuneração pelos
serviços prestados, para a felicidade de tantos empresários gananciosos.
Por causa desse pretenso
sacerdócio, os médicos se submetem por mais 12 horas de trabalho continuando no
dia seguinte, em claro desprezo à própria saúde e colocando em risco a dos
doentes atendidos nesses momentos de cansaço extremo. Outros podem passar por
isso uma vez ou outra, mas nunca sistematicamente, todas as semanas,
contrariando o mais elementar dos direitos trabalhistas: o de dormir.
O
que faz da medicina uma profissão respeitável não são as noites em claro nem o
conteúdo do que juramos uma vez na vida, muito menos a aparência sacerdotal,
mas o compromisso diário com os doentes que nos procuram e com a promoção de
medidas para melhorar a saúde das comunidades em que atuamos.
Para
cumprir o que a sociedade espera de nós, é preciso lutar por salários dignos,
porque hoje é humanamente impossível ser bom médico sem assinar revistas
especializadas, ter acesso à internet, frequentar congressos e estar
alfabetizado em inglês, língua oficial das publicações científicas. Num campo em que novos conhecimentos são produzidos em
velocidade vertiginosa, os esforços para acompanhá-los devem fazer parte de um
projeto permanente. Medicina não é
profissão para aqueles que têm preguiça de estudar.(…)
Fonte: http://notícias.aol.com.br/colunistas/drauzio_varella/2004/0044.adp
Fonte: http://notícias.aol.com.br/colunistas/drauzio_varella/2004/0044.adp
O juramento de
Hipócrates nada mais é do que uma metáfora. Pretende lembrar que a Medicina
deve ser uma profissão ligada à manutenção da vida, num sentido quase que
Darwiniano. Foi a solidariedade e a capacidade de aprender a curar doenças que
nos fez diferentes dos outros animais, que nos possibilitou a adaptação aos
mais diferentes ambientes do nosso planeta. As más condições dos médicos, têm
muito a ver com as más condições dos professores, e com as más condições de
todos aqueles que vendem somente “o que sabem”. (...)
Acredito que o
professor Dráuzio Varela confundiu um pouco as coisas. Ser médico,
professor, ou músico, requer talento, dedicação, mas também é preciso que nós,
que somos brasileiros, lembremos, que seremos sempre médicos, professores,
dentistas, advogados, músicos, no Brasil, com todas os problemas que um país
periférico tem. Eu resumiria a resposta dizendo que o juramento de Hipócrates
tem um caráter simbólico, pretendendo, no fundo, lembrar, que a medicina é
anterior aos sistemas econômicos, e deve ser exercida por profissionais técnica
e emocionalmente preparados. Sempre vale a pena lembrar as próprias palavras de
Hipócrates: Primum non nocere!!! Luiz Freitas Médico, formado em 1976, pela Universidade de São
Paulo. Fez residência em Cirurgia Geral eUrologia na França (Hôpitaux de
Paris), especializando-se em Urologia Pediátrica. Mestrado e Doutorado na
Escola Paulista de Medicina, e Pós-Doutorado nos USA https://profared.wordpress.com/2008/06/24/entrevista-com-dr-luis-freitas/
texto 4
Os brasileiros mais
pobres e que moram nos lugares mais distantes do país sentirão, e muito, a
falta dos médicos cubanos, que estão aqui desde 2013. É lembrar: eles vieram
para cá, através da OPAS – Organização Pan-Americana de Saúde –, por uma razão
simples e objetiva: os médicos brasileiros não querem trabalhar nos lugares
onde eles foram lotados, e têm motivos de sobra para isso. Além da falta de
estrutura, não há no Brasil uma carreira decente para médicos e demais
profissionais da Saúde Pública. Já houve, sim, com a antiga Fundação Serviços
de Saúde Pública – Fsesp -, transformada em Funasa pelo ex-presidente Collor,
depois condenada à morte (na prática).
Já se vão mais de 25
anos, e a situação hoje só não é pior por causa – ainda – dos médicos cubanos,
tão rejeitados pela maioria dos seus colegas brasileiros, infelizmente.O que
era a Fsesp? Extraí do sítio da Funasa o texto abaixo:
O Serviço Especial de
Saúde Pública atuava em regiões despovoadas e extremamente pobres, como os
interiores do Nordeste e da Amazônia. E como seus serviços foram, sempre,
desenvolvidos em comunidades carentes de qualquer infra-estrutura urbana,
também incluiu-se o saneamento como parte integrante de sua rotina sanitária.
Durante quase 50 anos de existência, chegou a atuar em 600 municípios, operando
cerca de 861 unidades básicas de saúde. Manteve, ainda, o Instituto Evandro
Chagas (IEC), que possuía o principal laboratório de investigação em arbovirose
no país e desenvolvia inúmeros projetos de investigação científica nos campos
da Virologia. Dele faziam parte o Centro Nacional de Primatas (Cenp), que
estudava a biologia e a reprodução de animais para pesquisas científicas, e a
Escola de Enfermagem de Manaus (EEM), que preparava profissionais de enfermagem
para os quadros da Fundação Sesp e Região Amazônica. http://blog.tnh1.com.br/ricardomota/2018/11/17/e-balela-medicos-brasileiros-nao-vao-substituir-os-cubanos/

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