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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO, GRAMÁTICA E LITERATURA.
FILOSOFIA.
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TÉCNICAS DE REDAÇÃO
( O EXERCÍCIO SERVIRÁ PARA A FUTURA PROVA DA UNICAMP)
1 EXTRAIA DO TEXTO AS IDEIAS CENTRAIS.
ELENQUE-AS EM TÓPICOS SOLTOS EM FOLHA À PARTE.
2 ESCREVA UMA CARTA DISSERTATIVA AO EMISSOR DO TEXTO, PARABENIZANDO-O PELOS SÓLIDOS ARGUMENTOS.
NÃO É POSSÍVEL DISCORDAR DA POSTURA DO EMISSOR. O EXERCÍCIO É ESSE. SEJA FALSO OU FALSA SE FOR O CASO. DEPOIS MANDAREI OUTRO TEXTO COM IDEIA OPOSTA À DELE.
A CARTA DEVERÁ TER NO MÁXIMO 10 LINHAS.
NO ATO DE PARABENIZAR O AUTOR VOCÊ ESCOLHERÁ ALGUNS DOS ARGUMENTOS DELE. AMARRE BEM UNS AOS OUTROS POR MEIO DE NEXOS COESIVOS.
ASSINE COMO UMA LEITORA DO SITE. USE APENAS SUAS INICIAIS.
PREVISÍVEL: HISTERIA DO ASSÉDIO SEXUAL VAI PREJUDICAR MULHERES EM BUSCA DE TRABALHO
A tônica da
cerimônia de premiação dos melhores da música no ano, o Grammy,
realizada domingo passado em Los Angeles, foi, a exemplo do que já ocorrera na
entrega do Globo de Ouro recentemente, o combate ao assédio sexual perpetrado
contra mulheres — mais ou menos como se Collor resolvesse nos passar um sermão
contra a corrupção.
O “teste do sofá”,
afinal de contas, sempre foi sabidamente uma prática corriqueira no meio
artístico, solenemente tolerada durante décadas por aqueles expoentes da mídia
que de tudo sabiam e poderiam, se assim quisessem, ter denunciado e revertido o
quadro (como Oprah Winfrey e Meryl Streep, amigonas do peito do tarado produtor
Harvey Weinstein).
Sim, poderiam estas
figuras proeminentes ter evitando o sofrimento de inúmeras vítimas, mas
preferiram quedar-se caladas e seguir gozando de seus privilégios (para somente
agora, depois de tudo vindo à tona, fingirem afetação e lucrarem chorando no
púlpito).
Tudo foi temperado,
claro, com uma generosa dose de ódio ao presidente Donald Trump, expressado das
mais variadas e criativas formas (não que isto tenha sido bom para os negócios,
visto que a audiência caiu 21% em relação ao ano anterior).
É claro que este evento não foi um ato isolado: ele está inserido em uma
onda de acusações de sexual misconduct que vem tomando conta
das capas de jornais na América. E a patrulha
politicamente correta, como não poderia deixar de ser, já está fazendo de tudo
para capitalizar em cima da dor alheia.
Nesta empreitada para amealhar poder, quanto mais melhor: já há casos de carreiras profissionais
destruídas do dia para a noite por conta de revelações de abusos sexuais que
teriam ocorrido há mais de trinta anos e muitas outras histórias de suposto
machismo mal explicadas.
É o mesmo roteiro que observamos desenrolar-se sempre que a Esquerda
resolve cooptar determinado segmento da sociedade como massa de manobra: queremos opor negros a brancos? Então
qualquer traço de desigualdade será apontada como “racismo estrutural” a partir
de agora, a fim de inflar o coro dos descontentes — prováveis eleitores, no
caso; queremos opor homossexuais a heterossexuais? Então agora qualquer
piadinha será vista como homofobia; e por aí vai o processo de dividir para
conquistar.
Ou seja, aniquilar o senso de proporção das coisas é o primeiro passo
desta estratégia de dominação, e não poderia ser diferente no caso do assédio
sexual: se aqueles
que se denominam “progressistas” querem chamar para si a defesa de um
determinado grupo (e dele ganhar a simpatia e o apoio), quando mais elástico
for o critério para fazer parte deste grupo, melhor para eles. Neste cenário,
qualquer elogio, assobio, piscada ou até mesmo olhar pode virar atitude
condenável típica do patriarcalismo.
O problema é que quando tudo é estupro, nada é estupro. O conceito resta banalizado de tal forma que
sequer logra chamar mais a atenção do público em geral— exatamente como já
ocorre com o racismo e a homofobia.
Há uma consequência
não intencional deste movimento (conhecido na América como #MeToo),
porém, que muito em breve se fará sentir no mercado de trabalho, e que consiste
em (mais um) tiro no pé das mulheres disparado pelo movimento feminista: muitas empresas podem deixar de contratar
empregadas por receio de processos por assédio sexual, como declarou o diretor de cinema Steven
Soderbergh em entrevista recente.
Que dúvida que isso
iria acontecer: já parou para pensar no tamanho da insegurança jurídica para um
empregador se aceitarmos automaticamente como verdadeira qualquer acusação
feita por ex-empregadas décadas depois — podendo resultar na ruína de seu
empreendimento? Nem mesmo a Justiça do Trabalho representa risco tão grande,
visto que o trabalhador tem até dois anos para acionar o Judiciário depois da
rescisão contratual.
Existe, todavia,
uma saída mais ou menos definitiva para este estado de coisas, mas ela não
interessa muito àqueles tomados pela mentalidade anticapitalista: uma pessoa somente se submete a
constrangimentos das mais diversas naturezas e a condições degradantes no
ambiente de trabalho se não tiver outra opção para prover seu sustento.
Tipo assim: o que
impede que a empregada que não aguenta mais o supervisor que a convida todo dia
para ir ao motel simplesmente peça demissão e procure outro emprego? Simples: a
incerteza diante da possibilidade de ficar desempregada.
A solução duradoura deste conflito, portanto, passa por estimular o
empreendedorismo no país, especialmente cortando
burocracias que travam investimentos e reduzindo impostos. Mais liberdade
econômica implica em economia aquecida, que redunda em mais empregos, os quais
consistem em mais oportunidades e opções de trabalho.
E é exatamente o que está começando a acontecer nos Estados Unidos sob a
administração Trump o desemprego da parcela feminina da
população está no menor nível registrado nos últimos dezessete anos (a da
parcela negra está no menor nível de todos os tempos).
Quer dizer, Trump
está criando as condições econômicas necessárias para que mulheres, negros,
gays, enfim, qualquer indivíduo que se sinta ofendido por seus colegas ou
chefes possa conquistar sua alforria sem depender do governo, bastando partir
para uma alternativa — e elas tanto existirão em bom número quanto mais o
Estado eliminar barreiras ao setor privado.
A ironia das
ironias: os apaniguados dos políticos Democratas, que tanto querem estrangular
a iniciativa privada com dirigismo estatal e tributos escorchantes, vestindo
preto em uma refinada festa, regada a muito luxo, para protestar pelas mulheres
abusadas, sendo que as medidas governamentais que defendem só fazem expor essas
mesmas mulheres ao primeiro emprego que milagrosamente lhes aparecer no
horizonte— e daí aguente o que vier pela frente (na melhor das hipóteses)
durante o expediente; ou isso, ou rua!
As protagonistas
do #MeToo recentemente foram criticadas por artistas e
intelectuais francesas. Essas alegaram, em seu manifesto, que aquelas
deturparam por completo o movimento feminista de primeira onda. E não poderiam
estar mais corretas: essas lutaram, em meados do século passado, pelo direito
de trabalhar, dirigir e ter mais liberdade; aquelas só conseguem fazer as mulheres pagarem mais para
entrar na balada, serem preteridas na entrevista de emprego e
ficarem solteiras e depressivas por enxergarem nos homens inimigos mortais. https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/previsivel-histeria-assedio-sexual-vai-prejudicar-mulheres-em-busca-de-trabalho/

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