domingo, 8 de julho de 2018

Correção da Stephanie. Tema: argumentação X discursos do ódio

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Busque a proposta de redação ao pé da página.


       Stephanie querida,

agora, sim, o texto alcançou qualidade. Parece que vai ao encontro do tema. Mas digo-lhe que ainda falou tocar – ao menos de leve – no que seja o discurso do ódio. Perceba que você menciona isso, mas não fala exato o que seja.
E o que é? Será que sabe? Reflita: por que é preciso domesticar a raiva com o aprendizado da retórica? Porque o ódio explode. Mas por que o ódio está explodindo nas redes sociais?
Percebamos que você fala até nas fakes news ( bom!); no entanto, não demonstra, por exemplo, a violência verbal nas ofensas xenofóbicas, machistas, sexistas. Em suma, você não demonstra o que é o tal discurso do ódio, nem como ele se manifesta.
Coloquei logo abaixo do seu texto um outro. É do GLOBO. Leia,  e encaixe uma explanação sobre o discurso do ódio que, nos últimos cinco ou seis anos, passou a inflamar-se nas redes sociais.
Perceba que você expôs bem a necessidade do aprendizado da arte de argumentar, isso foi supimpa!
 Stephanie, não fuja aos assuntos que tem alguma dificuldade de aprofundar. Será que foi isso que a fez tangenciar o tal discurso?

PS: naõ vou dar nota ainda, mas penso que teria valido um notação se houvesse o abalizado completo.

Tema: A importância da argumentação nas redes sociais

       As redes sociais facilitaram a comunicação e o acesso às informações, além de promover grande liberdade de expressão aos seus usuários. Uma vez que, ( vamos estudar o uso da vírgula) não há como impor limites de expressão na web, este ( este quem?) isso acaba abrindo brechas para atos imorais, tais como o discurso do ódio. Tal O discurso (do ódio )geralmente resulta da incapacidade do indivíduo em formular uma justificativa inteligente sobre sua opinião, o qual acaba sendo levado pela ira e frustração. Para que isso não ocorra, deve-se valorizar o saber argumentar nas redes sociais. Bom!
       A argumentação não se resume apenas à tentativa de convencer alguém, ela envolve um diálogo e o respeito pela opinião do outro. Argumentar é colocar, "na mesa’’,( Use aspas nas expressões conotativas, em especial, quando seu texto é voltado para a denotação.) todas as premissas em questão e questionar, persuadir e chegar a uma conclusão, de maneira lógica e construtiva junto ao interlocutor. Bom! 
        Desde a Antiguidade Clássica até os dias de hoje, há assuntos discutidos por  filósofos, que ainda não foram esclarecidos, mesmo assim, por estes acredita-se que o fundamental  vêm é buscando r sempre se aproximar-se da verdade e questionando, inclusive, o que seja a verdade. Nessa busca, fica claro que , e a única maneira de organizar uma reflexão é é  justamente por meio da argumentação lógica, ou seja, da retórica. ( Stephanie, quando se trata de filósofos ou de filosofias, não podemos afirmar que assuntos não foram esclarecidos. A função do filósofo nunca será esclarecer nada. Sua busca é ir atrás das possibilidades. Você precisa começar a ter aula de filosofia comigo. Vamos incluir isso nas aulas.
   Uma vez que um indivíduo domina a arte de argumentar, este ainda adquire um espírito crítico, se tornando-se ( estude a ênclise)  capaz de evitar a alienação ideológica nas redes sociais e ainda de desenvolver proporciona a habilidade em discernir conversas alheias e as “fakenews”. Teria sido bom expor sucintamente o que são as fake news! Mas foi bom ter mencionado isso! Legal!
       Em suma, a argumentação possui um papel fundamental nas redes sociais. A ausência do conhecimento sobre a argumentação pode trazer consequências graves, como, por exemplo,  levar um indivíduo à prática do discurso do ódio. Foi visto ainda que uma pessoa que sabe dialogar com o outro e ouvi-lo, possui um potencial maior de obter conhecimento e torna-se mais apta intelectualmente diante dos ((((errôneos)))) equívocos e agressões verbais, presentes na redes sociais. Boa conclusão. Soube organizar bem o que foi exposto no corpo do texto. Ocorre que faltou a questão das agressões verbais, consequência do discurso do ódio. Cuidado com isso, cara garota.
                                             THE END
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TAREFA:  LEIA O TEXTO(ABAIXO) E REFAÇA A SUA REDAÇÃO PARA A NOSSA PRÓXIMA AULA. 
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LEIA, STEPHANIE!!!

- Na Sociologia e na Literatura, o brasileiro foi por vezes tratado como cordial e hospitaleiro, mas não é isso o que acontece nas redes sociais: a democracia racial apregoada por Gilberto Freyre passa ao largo do que acontece diariamente nas comunidades virtuais do país. Levantamento inédito realizado pelo projeto Comunica que Muda, iniciativa da agência nova/sb, mostra em números a intolerância do internauta tupiniquim. Entre abril e junho, um algoritmo vasculhou plataformas como Facebook, Twitter e Instagram atrás de mensagens e textos sobre temas sensíveis, como racismo, posicionamento político e homofobia. Foram identificadas 393.284 menções, sendo 84% delas com abordagem negativa, de exposição do preconceito e da discriminação.
Como resultado do panorama político gerado a partir das eleições de 2014, “coxinhas” e “petralhas” realizam intenso debate nas redes, na maioria das vezes com xingamentos e discursos rasos, que incentivam o ódio e a divisão. Do total de mensagens analisadas, 219.272 tinham cunho político, sendo que 97,4% delas abordavam aspectos negativos. A segregação virtual foi materializada no muro erguido no gramado do Congresso Nacional para separar manifestantes contra e a favor do afastamento da presidente Dilma Rousseff.
O segundo tema com maior número de mensagens foi o ódio às mulheres. Muitos internautas parecem não entender que lugar de mulher é onde ela quiser, e a misoginia se alastra pelas redes. Assédio, pornografia de vingança, incitação ao estupro e outras violências são, por vezes, travestidos de “piadas” que são curtidas e compartilhadas, reforçando no ambiente virtual o machismo presente na sociedade. Ao todo, foram coletadas 49.544 citações que abordavam as desigualdades de gênero, sendo 88% delas com viés intolerante.
Pessoas com algum tipo de deficiência, que lutam no dia a dia por seus direitos, também são achincalhadas nas redes sociais. O levantamento captou 40.801 mensagens sobre o tema, sendo 93,4% com abordagem negativa. Termos como “leproso” e “retardado mental” e o uso da deficiência para “justificar” direitos são usados nessas citações.
Em números absolutos, o Rio de Janeiro foi o estado onde mais citações sobre intolerância foram captadas, com 58.284, à frente de São Paulo e Minas Gerais, que têm maior população. Em termos relativos ao número de habitantes, o Distrito Federal lidera o ranking, com 11.986 citações para 2.914.830 habitantes.
— Ao contrário do que muita gente acha, o Brasil é intolerante. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no país; a cada 11 minutos, uma mulher é estuprada — ressalta Bob Vieira, diretor executivo da agência nova/sb. — As redes sociais fazem nada mais que amplificar esse ódio, reafirmar os preconceitos que as pessoas já têm.
AGRESSÃO INVISÍVEL
Vieira destaca que o levantamento captou dois tipos de intolerância. O visível, em que o agressor vai direto ao ponto; e o invisível, mais sutil, que se esconde em comentários que podem passar despercebidos, pois abordam discursos que já foram incorporados pela sociedade, mas não pelas vítimas.
— É quando a professora fala para a aluna alisar o cabelo para ficar bonita ou o crítico trata o Bolsa Família como esmola — diz Vieira.
O racismo também tem forte presença nas redes sociais brasileiras, com 17.026 menções, sendo 97,6% negativas. Casos recentes de ataques a celebridades negras geraram repercussão na sociedade. Em julho do ano passado, a apresentadora do Jornal Nacional Maria Júlia Coutinho foi uma das vítimas. Após investigação, o Ministério Público de São Paulo indiciou quatro homens por injúria e racismo. Em novembro do ano passado, o alvo de comentários racistas foi a atriz Taís Araújo. Na semana passada os haters miraram na cantora Preta Gil.
— Fiquei surpresa com uma premeditada avalanche de comentários corrosivos, ofensivos e gratuitos que mostram como a educação e os bons princípios estão perdendo a guerra para essa onda de ódio e violência que estamos vivendo — diz a cantora, que levou o caso à Polícia Civil. — Fiz a denuncia para mostrar que eu sou apenas mais uma a sentir na pele esse ataque virtual. Ninguém quer ter a janela apedrejada. Nem o negro, nem o branco, nem o gay, nem o gordo, nem o deficiente físico, nem a menina que frequenta o candomblé.
O levantamento também mensurou a intolerância pela aparência, homofobia, classes sociais, idade/geração, religião e xenofobia. Mais que constatar a existência do preconceito nas redes sociais, o estudo quer debater a tênue linha que separa o discurso de ódio do direito à liberdade de expressão. Paula Martins, diretora executiva da ONG Artigo 19, acredita que o combate à intolerância deve acontecer pelo fomento à tolerância e à pluralidade, não por medidas restritivas.
— O direito à liberdade de expressão não é absoluto, legislações tratam o discurso de ódio explicitamente como um limitador da liberdade de expressão — avalia. — Mas cada caso deve ser tratado de forma individualizada.
Essa é a mesma opinião de Lincoln Werneck, do Instituto Coaliza. O especialista acredita em ações educativas e de conscientização para reduzir a intolerância entre os internautas, que, se apoiando no anonimato, expressam seus preconceitos:
— Internet não é terra sem lei. Se houver interesse investigativo, os agressores serão identificados.




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